Opinião
É vergonhoso como o poder político se comporta e trata os enfermeiros portugueses e, neste particular, os enfermeiros especialistas.Os enfermeiros portugueses são técnicos altamente formados e, por isso, afirmam-se com o nível de conhecimentos científicos e do saber cuidar a pessoa no seu todo, ou seja, de forma holística. Daí os países da Europa, países árabes e outros destinos do mundo nos recebem de braços abertos.
Se fecharmos os olhos e pensarmos em crianças… vêm-nos à cabeça imagens de pequenos seres humanos ternos, doces, de sorriso fácil, que correm desenfreadamente, que brincam ao faz de conta… brincam sozinhas… brincam em grupo… choram como forma de comunicarem… choram porque se magoaram… choram para chamar a atenção… muitas vezes perguntam “e porquê?”, ou adolescentes sempre a desafiar tudo e todos.
A primeira referência ao enfermeiro aparece no ano de 1268, num documento associado à Ordem de Avis (Carvalho, 2016). Ao longo da Idade Média em Portugal, os cuidados prestados nos conventos, mosteiros ou instituições hospitalares anexas, foram baseados na Regra de São Bento, em que a ajuda era dirigida a todos. Com o aparecimento das confrarias, associadas a instituições hospitalares, consolidou-se o caminho para a construção de uma rede assistencial em Portugal.
Palavras. São elas que se apoderam de nós em muitos momentos. São elas que nos ultrapassam, que nos espelham o interior. São palavras que salvam, que curam, melhor que a ciência. Mas o que será desses conjuntos de letras se não existir nenhum pensamento prévio?
A autonomia da pessoa é hoje aceite, como um principio ético basilar. A pessoa, na sua vulnerabilidade de doença crónica, deve ter o direito à liberdade humana, de poder decidir sobre si; um exercício de cidadania.

