Entrevistas
Patrícia Teixeira, estudante de enfermagem na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, mostra-se confiante com o futuro e com a escolha que fez. Diz-se "sortuda" por poder seguir a área que escolheu e quer exercer em Portugal. "Não tenciono emigrar", afirma, admitindo que "se eventualmente tiver que o fazer será uma situação triste".
"É fundamental que o poder político reconheça os benefícios que a intervenção de enfermagem tem na promoção da saúde", afirma João Fernandes, presidente da Associação Portuguesa de Enfermeiros (APE), salientando que "com mais recursos os enfermeiros chegariam a mais pessoas". Com o aproximar do Dia Mundial da Saúde, o enfermeiro revela o que gostaria de ver mudado no setor e na saúde dos portugueses.
A Secção Regional da Região Autónoma dos Açores (SRRAA) da Ordem dos Enfermeiros (OE) fez um levantamento da necessidade de enfermeiros na região. Luís Furtado, presidente da Secção, fala desses números e lamenta a desvalorização das especialidades: "É hoje claro que a carreira existente está esgotada, antes mesmo de estar concretizada. (...) Abraçamos agora uma carreira que nos trata todos por igual, que assassinou a posição do enfermeiro especialista."
"Os enfermeiros não são parte da despesa, mas sim uma mais-valia para obter ganhos", afirma Fernando Vilares, presidente da Associação Portuguesa de Enfermeiros de Diálise e Transplantação (APEDT), que a poucos dias do Encontro Renal 2017 fala destes enfermeiros e das estratégias que considera necessárias para a saúde.
"Enquanto profissional, e segundo o que vejo na classe de enfermagem, acredito que o principal desafio seja encontrar o reconhecimento. Infelizmente o papel do enfermeiro é muito desvalorizado na nossa sociedade e isso reflete-se na carreira, congeladíssima." A afirmação é de Filipa Ferreira, estudante de enfermagem na Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve, cuja esperança - que diz manter - é "alimentada pelo trabalho desenvolvido na Ordem dos Enfermeiros".

