Atualidade

Saúde Pública dá prazo para lar da Misericórdia de Leiria retificar “inconformidades”

18 Nov. 2015

A Unidade de Saúde Pública de Leiria deu um prazo à Santa Casa da Misericórdia local para corrigir algumas inconformidades detetadas em vistorias no Lar Nossa Senhora da Encarnação, confirmou o delegado de Saúde à Lusa.

Segundo o coordenador da Unidade de Saúde Pública (USP) do Agrupamento de Centros de Saúde Pinhal Litoral, Jorge Costa, a USP “tem vindo a acompanhar a situação do Lar Nossa Senhora da Encarnação, designadamente em relação aos casos de escabiose [sarna]“, que “foram comunicados e às condições de higiene e segurança das suas instalações e equipamentos”.

“Ao longo deste processo, foi solicitada à Santa Casa da Misericórdia de Leiria a correção de algumas inconformidades detetadas em vistorias prévias. Neste momento, foi acordado um novo prazo para a realização de algumas das recomendações que ainda não tinha sido possível concluir, após o qual será feita uma nova avaliação por estes serviços”, informou ainda Jorge Costa.

O prazo terminará dia 15 de dezembro, segundo é referido numa carta de um dos membros da direção a que a agência Lusa teve acesso.

Este documento relata ainda que, depois do surto de sarna, a delegada de saúde pública exigiu que fossem realizadas obras para que o lar continuasse aberto. No entanto, numa nova visita, a médica “constatou que todas as obras exigidas estão por fazer”, pelo que foi dado um prazo.

De acordo com a carta, “apenas a substituição dos colchões, das grades laterais para as camas e a desinfeção” estavam a decorrer no dia da vistoria. Por isso, a delegada de saúde pública “estava muito insatisfeita e irritada por ainda não ter visto qualquer tipo de obra executada, ou em fase de execução, dizendo mesmo que iria escrever à delegação central e que esta viria fazer uma inspeção”. E, se após a constatação de que as condições se mantinham “esta procederia ao encerramento imediato do lar”, lê-se ainda na missiva.

Verificando a “total disponibilidade” da parte dos responsáveis do lar para o início das obras, a Saúde Pública entendeu dar um novo prazo.

Segundo a carta, as obras urgentes deverão realizar-se nas “casas de banho (retirar as banheiras)” e “no local comum de banhos assistidos”, assim como no sentido de eliminar fugas de água.

Também numa carta enviada ao provedor da Santa Casa da Misericórdia de Leiria, em outubro, foi revelada a necessidade de “construção de um pequeno espaço fechado para a colocação dos resíduos hospitalares, apontamento referenciado também no Relatório da Vistoria da Saúde Pública”.

“Foi considerada a necessidade de mudar a cobertura de todo o lar, dado o estado degradado em que se encontra, cheio de dejetos dos pombos, pombos mortos e afins, que, ao longo dos 25 anos, coabitaram, e continuam a coabitar com [os utentes do] lar. Não é possível fazer limpeza, mas sim substituição, até porque ainda é utilizado ‘fibrocimento’”, refere ainda a carta para o provedor, onde consta ainda o pedido da colocação de “uma vedação no terraço” para “evitar alguma queda mortal”.

Lusa/Jornal Enfermeiro

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