Atualidade

Utentes reúnem 20 mil assinaturas por “melhor saúde” no Médio Tejo

31 Mar. 2015

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) disse hoje ter “acabado o estado de graça” da administração daquele centro hospitalar (CHMT), tendo apresentado um conjunto de reivindicações subscritas por cerca de 20 mil pessoas.

“Chega de palavras, queremos acções concretas de um conselho de administração que já esgotou o seu estado de graça”, disse à agência Lusa o porta-voz da CUSMT, Manuel Soares, tendo reclamado por “um melhor funcionamento da urgência nas três unidades” do CHMT, composto pelos hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas, que distam cerca de 30 quilómetros entre si e que funcionam em regime de complementaridade.

“Para além de um melhor serviço nas urgências do CHMT, defendemos a existência da Medicina Interna e Pediatria nos três hospitais, a Cirurgia Geral nas três unidades, e o desenvolvimento das especialidades já existentes em articulação com os cuidados de saúde primários e centros de saúde”, disse Manuel Soares, em conferência de imprensa realizada junto ao hospital de Torres Novas.

“Os milhares de cidadãos que deram corpo a esta iniciativa, constatam que as sucessivas reorganizações do CHMT e dos Centros de Saúde (integrados no ACES Médio Tejo), trouxeram mais sofrimento e ansiedade a cada vez mais pessoas na região”, declarou, tendo acrescentado que “o acesso aos cuidados de saúde piorou, a concentração de serviços não correspondeu a mais qualidade”, e que as distâncias que doentes e familiares têm de percorrer “implicam mais sofrimento físico e mais despesas”.

Segundo defendeu o dirigente da comissão de utentes, “os tempos de espera no serviço de urgências do CHMT são fruto da má organização das urgências e da descoordenação com os cuidados primários, que nuns locais encerraram os serviços e noutros não têm horários compatíveis com a actividade da população”.

Com o mote “Pela nossa saúde, respeitem a vontade das populações”, a Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo exibiu hoje os documentos com as 19 mil e 94 assinaturas recolhidas e destacou publicamente o seu conteúdo, onde se reivindica uma “melhor organização dos cuidados hospitalares e de saúde” no CHMT.

“Pedimos hoje, formalmente, uma reunião ao conselho de administração do CHMT para calendarizar o início dos procedimentos para a implementação das reivindicações da população, tendo em conta que as reivindicações das pessoas vão ao encontro da vontade pública já manifestada pela própria administração do CHMT”, observou Soares.

Sobre o CA do CHMT, que iniciou funções em Julho de 2014, Manuel Soares disse que “o seu estado de graça já acabou”, tendo reiterado ser “tempo de passar das palavras às acções concretas”.

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