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	<title>rede de Cuidados Continuados em Saúde Mental Archives - Jornal Enfermeiro</title>
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		<title>Equipas fixas nas urgências e livre escolha dos utentes são prioridades para SNS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Jornal Enfermeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Dec 2015 10:18:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Equipas fixas nas urg&#234;ncias hospitalares, liberdade de escolha dos doentes, mais consultas de especialidade nos centros de sa&#250;de e unidades de cuidados continuados para sa&#250;de mental e pediatria s&#227;o as prioridades para a reforma do Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de. As medidas, que seguem o programa do Governo e que foram ontem (16 de dezembro) apresentadas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" size-full wp-image-214132" src="https://jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2015/12/1f927a512a9909833c7b57ab40062fc5.jpg" alt="" width="560" height="280" srcset="https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2015/12/1f927a512a9909833c7b57ab40062fc5.jpg 560w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2015/12/1f927a512a9909833c7b57ab40062fc5-300x150.jpg 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /></p>
<p>Equipas fixas nas urg&ecirc;ncias hospitalares, liberdade de escolha dos doentes, mais consultas de especialidade nos centros de sa&uacute;de e unidades de cuidados continuados para sa&uacute;de mental e pediatria s&atilde;o as prioridades para a reforma do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de.</p>
<p><span id="more-849"></span></p>
<p>As medidas, que seguem o programa do Governo e que foram ontem (16 de dezembro) apresentadas, foram desenvolvidas por tr&ecirc;s especialistas a quem o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de pediu propostas para a reforma do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de (SNS).</p>
<p>As propostas apresentadas pelos &ldquo;coordenadores nacionais para a reforma do SNS&rdquo; assentam em tr&ecirc;s &aacute;reas principais: cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, cuidados de sa&uacute;de hospitalares e cuidados continuados integrados.</p>
<p>No &acirc;mbito dos hospitais, a tutela pretende alterar o modelo de funcionamento das urg&ecirc;ncias, designadamente criando equipas fixas de urg&ecirc;ncia, tendo por base &ldquo;boas experi&ecirc;ncias&rdquo; verificadas j&aacute; em algumas unidades hospitalares.</p>
<p>Esta hip&oacute;tese vai ser discutida com &ldquo;cada um dos hospitais. Poder&aacute; n&atilde;o ser modelo &uacute;nico em todos os hospitais, mas h&aacute; uma base com sucesso e h&aacute; que ver como implement&aacute;-lo&rdquo;, disse o secret&aacute;rio de Estado Adjunto e da Sa&uacute;de, Fernando Ara&uacute;jo.</p>
<p>A liberdade de escolha dos utentes no SNS, tendo em conta por exemplo os tempos de espera, &eacute; outra das propostas para promover uma esp&eacute;cie de &ldquo;mercado interno&rdquo;, sendo certo que as unidades com mais capacidade passam a executar mais atos e ser&atilde;o financiadas com esse prop&oacute;sito.</p>
<p>&ldquo;A ideia base &eacute; que o doente discuta com o seu m&eacute;dico de fam&iacute;lia &ndash; de acordo com a sua patologia &ndash; e possa optar por uma unidade que d&ecirc; melhor resposta&rdquo;, explicou.</p>
<p>O minist&eacute;rio tem como objetivo evitar ao m&aacute;ximo que os hospitais funcionem de forma isolada e que o utente &ldquo;possa ter acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e circular no sistema&rdquo;.</p>
<p>As propostas de reforma para os cuidados hospitalares s&atilde;o da responsabilidade do presidente do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o do Centro Hospitalar de S&atilde;o Jo&atilde;o, Ant&oacute;nio Ferreira.</p>
<p>No que respeita aos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, &eacute; objetivo deste Governo criar mais Unidades de Sa&uacute;de Familiares (USF), mas tamb&eacute;m promover maior acesso, mais afabilidade e mais qualidade dos servi&ccedil;os.</p>
<p>Para isso, ser&aacute; criada a figura do &ldquo;servi&ccedil;o de secretariado cl&iacute;nico&rdquo;, que &eacute; o primeiro ponto de contacto com o utente, explicou Henrique Botelho, coordenador nacional respons&aacute;vel pelas propostas para os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios.</p>
<p>&ldquo;Temos que ter um sistema simp&aacute;tico, dispon&iacute;vel para as pessoas, para as ouvir&rdquo;, considerou o m&eacute;dico de fam&iacute;lia, dirigente da Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos M&eacute;dicos.</p>
<p>Outra grande aposta nesta &aacute;rea &eacute; o refor&ccedil;o das consultas de especialidade, como oftalmologia, sa&uacute;de oral ou fisioterapia, nos centros de sa&uacute;de.</p>
<p>Por outro lado, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de quer apostar na rede de Cuidados Continuados em Sa&uacute;de Mental, na Rede de Cuidados Continuados Integrados Pedi&aacute;tricos e nos cuidados domicili&aacute;rios.</p>
<p>Na &aacute;rea da sa&uacute;de mental, j&aacute; houve um conjunto de candidaturas para cria&ccedil;&atilde;o de unidades mas que ainda n&atilde;o arrancaram, sendo necess&aacute;rio perceber porqu&ecirc;, disse Manuel Lopes, coordenador nacional para esta &aacute;rea.</p>
<p>&ldquo;Vamos ver caso a caso as unidades contratualizadas por que n&atilde;o arrancaram e p&ocirc;-las a funcionar o mais rapidamente poss&iacute;vel&rdquo;, afirmou o respons&aacute;vel, tamb&eacute;m coordenador do Observat&oacute;rio Portugu&ecirc;s dos Sistemas de Sa&uacute;de.</p>
<p>Na pediatria, o processo vai demorar mais tempo, porque n&atilde;o existem ainda sequer tabelas de financiamento publicadas.</p>
<p>O Governo vai fazer tamb&eacute;m um levantamento das car&ecirc;ncias e das defici&ecirc;ncias em termos de articula&ccedil;&atilde;o entre os hospitais e a rede.</p>
<p>&ldquo;H&aacute; car&ecirc;ncias de cuidados continuados em &aacute;reas geogr&aacute;ficas do pa&iacute;s, algumas bem no centro de Lisboa, car&ecirc;ncias quase escandalosas para as quais &eacute; preciso resposta bem r&aacute;pida&rdquo;, disse.</p>
<p>Por outro lado, h&aacute; doentes no hospital &agrave; espera de vaga na rede, quando h&aacute; vaga na rede, acrescentou, considerando urgente organizar e simplificar o sistema.</p>
<p>Os cuidados domicili&aacute;rios s&atilde;o outra &aacute;rea que est&aacute; &ldquo;sub-utilizada&rdquo;, quando na verdade constitui uma resposta mais barata e mais apreciada pelas pessoas.</p>
<p>&ldquo;H&aacute; equipas grandes j&aacute; criadas e que est&atilde;o utilizadas a 50% ou 60%&rdquo;, afirmou, identificando aqui um ganho potencial, porque o apoio em casa &eacute; a &ldquo;melhor forma e mais barata de prestar cuidados&rdquo; e tamb&eacute;m onde o doente corre menos riscos.</p>
<p>Manuel Lopes sublinhou que al&eacute;m do refor&ccedil;o do apoio dado por profissionais de sa&uacute;de aos doentes em domic&iacute;lio, &eacute; necess&aacute;rio tamb&eacute;m prestar cuidados aos cuidadores dos doentes e capacit&aacute;-los a continuar.</p>
<p>&ldquo;H&aacute; muitas pessoas que fazem isso por obriga&ccedil;&atilde;o familiar, com enorme sofrimento&rdquo;.</p>
<p>Lusa/Jornal Enfermeiro</p>
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