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	<title>Pedro Simões Coelho Archives - Jornal Enfermeiro</title>
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		<title>Taxas moderadoras terão impedido realização de 15% das urgências em 2015</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Catarina Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2016 13:02:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Simões Coelho]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Nacional de Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cerca de nove por cento de consultas no Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de e 15% de urg&#234;ncias ter&#227;o ficado por realizar porque os utentes n&#227;o tinham dinheiro para as pagar, segundo um estudo hoje apresentado em Lisboa. O estudo da escola de gest&#227;o de informa&#231;&#227;o da Universidade Nova de Lisboa concluiu que 8,9% de consultas nos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" size-full wp-image-214324" src="https://jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2016/03/c7726f5ad947c814df35c64905184dce.jpg" alt="" width="560" height="280" srcset="https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2016/03/c7726f5ad947c814df35c64905184dce.jpg 560w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2016/03/c7726f5ad947c814df35c64905184dce-300x150.jpg 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /></p>
<p>Cerca de nove por cento de consultas no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de e 15% de urg&ecirc;ncias ter&atilde;o ficado por realizar porque os utentes n&atilde;o tinham dinheiro para as pagar, segundo um estudo hoje apresentado em Lisboa.</p>
<p><span id="more-1041"></span></p>
<p>O estudo da escola de gest&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o da Universidade Nova de Lisboa concluiu que 8,9% de consultas nos centros de sa&uacute;de e nos hospitais em 2015 n&atilde;o foram realizadas por causa da barreira do pre&ccedil;o das taxas moderadoras.</p>
<p>A an&aacute;lise revela ainda que cerca de 15% de epis&oacute;dios de urg&ecirc;ncias acabaram por n&atilde;o ocorrer tamb&eacute;m devido ao fator pre&ccedil;o das taxas moderadoras, tendo ficado por fazer mais de 5% de exames de diagn&oacute;stico.</p>
<p>Caso n&atilde;o fosse o entrave das taxas moderadoras, teria havido em 2015 um acr&eacute;scimo de 2,8 milh&otilde;es de consultas nos centros de sa&uacute;de, de 1,2 milh&otilde;es de consultas de especialidade hospitalar e 1,1 milh&otilde;es de epis&oacute;dios de urg&ecirc;ncia.</p>
<p>Ali&aacute;s, de acordo com inqu&eacute;ritos representativos da popula&ccedil;&atilde;o feitos a mais de 500 pessoas, o estudo mostra que s&oacute; 35% da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa considera o valor das taxas moderadoras adequado, com a grande maioria a percecion&aacute;-lo como elevado.</p>
<p>J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o aos medicamentos, metade da popula&ccedil;&atilde;o considera o seu pre&ccedil;o adequado, mas ainda assim mais de 14% dos inquiridos optou por n&atilde;o comprar algum f&aacute;rmaco prescrito devido ao seu custo.</p>
<p>O coordenador do projeto Sustentabilidade na Sa&uacute;de 3.0, Pedro Sim&otilde;es Coelho, considera tamb&eacute;m relevante que quase metade dos cidad&atilde;os considerem o seu estado de sa&uacute;de &ldquo;menos do que bom&rdquo;.</p>
<p>H&aacute; 43% de inquiridos que consideram que o seu estado de sa&uacute;de afeta negativamente a sua qualidade de vida, 45% diz que afeta as suas tarefas di&aacute;rias e 46% diz mesmo que o estado de sa&uacute;de lhe provoca dor/mau estar ou criar ansiedade/depress&atilde;o.</p>
<p>Dos inqu&eacute;ritos realizados nos primeiros dois meses deste ano sempre em rela&ccedil;&atilde;o a 2015, mais de metade das pessoas faltou ao trabalho ou &agrave;s aulas por motivos de sa&uacute;de .</p>
<p>Os dias faltados por doen&ccedil;a correspondem a perdas de dois mil milh&otilde;es de euros relativos a sal&aacute;rios.</p>
<p>Em m&eacute;dia, os inquiridos faltaram 5,4 dias num ano ao trabalho por motivo de doen&ccedil;a, mas os cuidados prestados no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de ter&atilde;o permitido reduzir 2,2 dias o n&uacute;mero de tempo de absentismo por cada portugu&ecirc;s.</p>
<p>O estudo da Universidade Nova de Lisboa cria ainda um &iacute;ndice de sustentabilidade do SNS, com base na qualidade, na atividade e na despesa.</p>
<p>Segundo Pedro Sim&otilde;es Coelho, entre 2014 e 2015 o &iacute;ndice mostra uma estabiliza&ccedil;&atilde;o, com um ligeiro aumento da atividade acompanhado por um ainda mais t&eacute;nue aumento da despesa e por uma estabiliza&ccedil;&atilde;o da qualidade.</p>
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