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	<title>oncologia Archives - Jornal Enfermeiro</title>
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	<description>Contextos, competências e necessidades da Enfermagem em Portugal.</description>
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	<title>oncologia Archives - Jornal Enfermeiro</title>
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		<title>Ricardo Sousa: “A Oncologia é uma área de excelência para a prática da Enfermagem”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Apr 2023 13:39:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Sousa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com vista a melhoria da qualidade de vida do doente, a prevenção da doença e a promoção da saúde, “é fundamental demonstrar o impacto das intervenções de Enfermagem no outcomes em saúde”. Ricardo Sousa, do Hospital CUF Porto, palestrou nos Encontros da Primavera e partilhou os destaques da sua sessão sobre indicadores sensíveis aos cuidados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" size-full wp-image-215716" src="https://jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2023/04/990810f9242641a8e264ce996a78ed28.jpg" alt="" width="780" height="400" srcset="https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2023/04/990810f9242641a8e264ce996a78ed28.jpg 780w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2023/04/990810f9242641a8e264ce996a78ed28-300x154.jpg 300w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2023/04/990810f9242641a8e264ce996a78ed28-768x394.jpg 768w" sizes="(max-width: 780px) 100vw, 780px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Com vista a melhoria da qualidade de vida do doente, a prevenção da doença e a promoção da saúde, “é fundamental demonstrar o impacto das intervenções de Enfermagem no outcomes em saúde”. Ricardo Sousa, do Hospital CUF Porto, palestrou nos Encontros da Primavera e partilhou os destaques da sua sessão sobre indicadores sensíveis aos cuidados de Enfermagem. Leia a entrevista ao Jornal do Enfermeiro.&nbsp;</p>
<p><span id="more-2410"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O especialista esclarece que o enfermeiro deve ser capaz de “extrair e compreender os dados produzidos em Enfermagem e que comprometem o desfecho final do doente”. Na Enfermagem Oncológica, realça a prevenção de efeitos secundários e aspetos emocionais, tais como a gestão do processo de doença ou do cuidador. Além disso, é também papel do enfermeiro preparar o doente para readquirir a sua autonomia e capacidade de realização de atividades do quotidiano, bem como preparar o processo do luto por parte da família.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">“A Enfermagem tem um impacto muito grande no outcome destas áreas.” Neste sentido, o especialista acredita que é importante “a medição destes dados que depois vão produzir conhecimento, que deve ser divulgado para uma melhoria contínua”. É neste sentido que surgem os indicadores sensíveis aos cuidados de Enfermagem, um trabalho de identificação dos indicadores “demoroso”.</p>
<p style="text-align: justify;">“A Oncologia é uma área de excelência para a prática da Enfermagem”, posicionando-se nas capacidades e necessidades adaptativas dos doentes, além do modelo biomédico e centrado na doença. Sendo uma doença com “um desfecho final mais complexo”, o especialista acredita que, por isso, “requer um contínuo de cuidados que não se cinge apenas ao contexto hospitalar”.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">“A Enfermagem é uma ciência que tem a capacidade de identificar as reais necessidades dos doentes e fazer com que adquiram autonomia, tranquilidade e melhoria da qualidade de vida, pelo que o seu papel é ainda mais preponderante na Oncologia do que noutra área.”</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, o especialista reforça que “a Enfermagem vai muito além da doença e das técnicas” e centra-se “na capacidade e sensibilidade de conjugar o conhecimento e a experiência para os melhores cuidados”.&nbsp;&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>“Ainda temos um caminho a percorrer até à criação da especialidade de enfermagem oncológica”</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/entrevistas/ainda-temos-um-caminho-a-percorrer-ate-a-criacao-da-especialidade-de-enfermagem-oncologica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Oct 2022 12:41:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[AEOP]]></category>
		<category><![CDATA[Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa (AEOP)]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Amorim]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A criação da especialidade é uma das reivindicações da AEOP – Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa, de acordo com a sua presidente, Paula Amorim. Um primeiro passo importante já foi dado – a certificação da respetiva competência acrescida. A formação pós-graduada específica é outra das batalhas da associação, tendo em vista o papel complexo que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-215644" src="https://jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2022/10/ca98a83a073654b1872641e21531ea02.jpg" alt="" width="780" height="400" srcset="https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2022/10/ca98a83a073654b1872641e21531ea02.jpg 780w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2022/10/ca98a83a073654b1872641e21531ea02-300x154.jpg 300w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2022/10/ca98a83a073654b1872641e21531ea02-768x394.jpg 768w" sizes="(max-width: 780px) 100vw, 780px" /></p>
<p>A criação da especialidade é uma das reivindicações da AEOP – Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa, de acordo com a sua presidente, Paula Amorim. Um primeiro passo importante já foi dado – a certificação da respetiva competência acrescida. A formação pós-graduada específica é outra das batalhas da associação, tendo em vista o papel complexo que o enfermeiro assume nos cuidados oncológicos. Leia a entrevista completa concedida ao Anuário do Enfermeiro.</p>
<p><span id="more-2338"></span></p>
<p><strong>Anuário do Enfermeiro (AE) | Como competência acrescida diferenciada, o que define a enfermagem oncológica? </strong></p>
<p><strong>Paula Amorim (PA) |</strong> Antes de definir a enfermagem oncológica importa dizer que, em 2021, foi publicado em Diário da República o Regulamento da Competência Acrescida Diferenciada em Enfermagem Oncológica. A Ordem dos Enfermeiros certificou esta competência, numa perspetiva integrada e integradora, inserida no processo de desenvolvimento e de valorização profissional. Esta publicação constitui-se de importância relevante não só no âmbito da regulação da atividade da enfermagem oncológica, mas, acima de tudo, no reconhecimento da sua importância nos cuidados de saúde.</p>
<p>A enfermagem oncológica define-se como uma área dos cuidados diferenciados e determinante nas diferentes fases da doença oncológica, desde a prevenção e diagnóstico precoce, ao longo de todo o processo terapêutico e/ou até o fim de vida.</p>
<p>O seu campo de atuação abrange a pessoa, a família, os cuidadores, os grupos e comunidade, no âmbito da oncologia e das abordagens terapêuticas na doença oncológica. Centra-se nos processos de prevenção, diagnóstico precoce, gestão da saúde/doença, capacitação para a transição segura e saudável no processo de (re)adaptação à vida com a doença.</p>
<p>Como elemento de uma equipa multidisciplinar é determinante para assegurar cuidados holísticos à pessoa com doença oncológica, família/cuidadores, garantindo a transição segura de cuidados, nos diferentes contextos de atuação, e ao longo do ciclo vital, valorizando a investigação como contributo para a melhoria contínua dos cuidados.</p>
<p>A prática profissional da enfermagem oncológica é baseada na evidência científica e suportada em normas legais, princípios éticos e na deontologia profissional.</p>
<p><strong>AE | Quais são as suas mais-valias no contexto das equipas multidisciplinares? E como é a articulação com a equipa/direção clínica?</strong></p>
<p><strong>PA |</strong> É importante ressaltar que o enfermeiro oncologista detém um conhecimento técnico-científico complexo, específico e essencial à sua prática que lhe permite contribuir para a tomada de decisão, promovendo práticas seguras, sustentadas num processo de comunicação efetiva intra e interprofissional, com vista à obtenção de ganhos em saúde. Promove o estabelecimento de relações terapêuticas eficazes e eficientes, concebe e implementa um plano de cuidados individualizado, avaliando os resultados das intervenções no âmbito da enfermagem oncológica, gerindo a referenciação da pessoa com doença oncológica, família/cuidador, numa perspetiva de integração de cuidados.</p>
<p>Os cuidados prestados têm como objetivo a obtenção de ganhos em saúde, nomeadamente: aumento da adesão aos programas de rastreio e diagnóstico precoce; o aumento da qualidade de vida; o aumento da acessibilidade a cuidados diferenciados e da equidade de cuidados; a otimização dos custos-benefícios associados; a redução da taxa de morbilidade; o aumento da adesão ao regime terapêutico; o aumento da efetividade na prevenção de complicações associadas às abordagens terapêuticas e a redução da incidência da doença oncológica.</p>
<p>A prática da enfermagem oncológica reconhece a comunicação como sendo uma estratégia fundamental no contexto de cuidados e promotora do processo de capacitação da pessoa com doença, família e/ou cuidadores, no respeito pelos valores éticos, deontológicos e normas legais da profissão. Constitui-se como uma componente efetiva para a promoção da segurança da pessoa com doença oncológica, família e/ou cuidadores, profissionais de saúde e ambiente</p>
<p>Pela dinâmica da própria profissão de enfermagem, o enfermeiro oncologista constitui-se como sendo o elo de ligação do doente, família/cuidador com a restante equipa multidisciplinar.</p>
<p><strong>AE | Que desafios enfrentam os enfermeiros oncologistas na prática diária nas unidades de saúde?</strong></p>
<p><strong>PA |</strong> O cuidar em Oncologia é algo complexo. Os profissionais que atuam nessa área frequentemente são submetidos a fatores de riscos emocionais, exigindo deles habilidades para lidar com os sentimentos dos outros e com as suas próprias emoções frente ao cuidado oncológico.&nbsp; Estão expostos com maior frequência e maior intensidade à sua própria fragilidade e vulnerabilidade.</p>
<p>A comunicação eficaz na área da Oncologia é uma estratégia central no estabelecimento das relações terapêuticas. Dela depende, muitas vezes, a adesão ou não ao regime terapêutico, o envolvimento do doente/família/cuidador no plano terapêutico e a gestão eficaz dos sintomas visando a promoção da sua qualidade de vida.</p>
<p>Os desafios apontados para uma força de trabalho robusta de enfermagem em Oncologia incluem a escassez de profissionais com formação específica em enfermagem oncológica, barreiras à contratação de modo a permitir uma dotação segura nas unidades prestadoras de cuidados de saúde e o possível burnout dos profissionais.</p>
<p>É importante ressaltar a importância da formação específica na preparação dos profissionais de saúde na área de enfermagem oncológica, a qual deveria ser iniciada já no curso de licenciatura.</p>
<p><strong>AE | Quais são as principais preocupações/reivindicações da associação? Que papel tem desenvolvido ao nível da promoção da especialidade? A nível da carreira, o que está por fazer? Quais são as propostas da associação nesse sentido? </strong></p>
<p><strong>PA |</strong> A AEOP é uma associação de enfermagem cuja missão é promover o desenvolvimento, dinamização e uniformização a enfermagem oncológica em Portugal. Desenvolve atividades na área da investigação, da formação e da ética oncológica, motivando a participação dos profissionais. Os grupos de trabalho da AEOP (Terapêuticas Sistémicas, Oncoradioterapia, Oncocirurgia, Cuidados de Suporte e Cuidados Paliativos), bem como o grupo dos Jovens Enfermeiros Oncologistas, contribuem para a produção e disseminação de informação científica que suporta a prática profissional e que promove a divulgação da inovação nas diferentes áreas da oncologia.</p>
<p>Foi no cerne da associação que emergiu a necessidade de regulamentar a prática da enfermagem oncológica até para valorização da mesma. Um grupo de enfermeiros da associação esteve envolvido em todas as fases da construção e aprovação do documento das Competências Acrescidas Diferenciadas em Enfermagem Oncológica que foi aprovado em Assembleia Geral da Ordem dos Enfermeiros, reunida em sessão ordinária, em 26 de junho de 2021. O grupo de trabalho que construiu o documento de base das competências era composto por enfermeiros pertencentes à Comissão Regional de Peritos em Enfermagem Oncológica, da Ordem dos Enfermeiros – secção regional norte.</p>
<p>Atualmente, ainda temos um caminho mais ou menos longo a percorrer até à criação da Especialidade em Enfermagem Oncológica. Gostaríamos que esse fosse o próximo passo, mas o primeiro já foi dado com o reconhecimento das competências acrescidas e a sua importância para a prática dos cuidados. No entanto, de pouco vale a criação das competências e da possível especialidade, se estas habilitações não forem contempladas nas carreiras de enfermagem dos centros de cuidados de saúde.</p>
<p>A associação, com o seu dinamismo e parcerias institucionais, nacionais e internacionais, na área da oncologia, vai continuar o seu trajeto de intervenção proativa na área da enfermagem oncológica e, também, de sensibilização da comunidade política para a premência da criação desta especialidade, numa perspetiva de cuidados de qualidade e seguros com ganhos em saúde.</p>
<p><strong>AE | Quais as principais iniciativas do ponto de vista da educação e investigação?</strong></p>
<p><strong>PA |</strong> A AEOP, como organização científica na área da Oncologia, continua a inovar e a alcançar novos objetivos.</p>
<p>Na perspetiva de formação, é de realçar a criação de uma escola formativa na área da</p>
<p>enfermagem oncológica, criada por profissionais experientes e credenciados. Os cursos ministrados apostam na formação prática e em áreas da oncologia emergentes, a sua maioria certificados pela Ordem dos Enfermeiros e já com segundas edições. Acompanhando as exigências da vida profissional, bem como o contexto de pandemia, estas formações são realizadas através de uma plataforma digital.</p>
<p>A AEOP é parceira de vários estudos de investigação em Oncologia, destacando o estudo MPN-10 e o projeto iGest Saúde. No entanto, desde a sua criação que investe nesta área, tendo já realizado vários estudos que contribuíram para a melhoria dos cuidados.</p>
<p>A revista ON é a revista semestral da AEOP, a qual está indexada à EBSCO, Latindex, CERE, Scientific Electronic Library Online-ScieElo e tem a classificação DOI da Crossref, demonstrando a qualidade científica dos artigos publicados e, deste modo, permitindo mais acessos aos mesmos, quer a nível nacional, quer internacional. Constitui-se como um veículo importante para a publicação e divulgação de artigos de Investigação, artigos teóricos/de revisão e revisões da literatura, quer sejam sistemáticas ou integrativas, na área da oncologia. A associação tem elaborado documentos que sustentam as boas práticas clínicas, dirigidos aos profissionais, mas também alguns direcionados para a população, em geral.</p>
<p>Além disso, é parceira científica de várias iniciativas, entre elas a plataforma Cancro Online, o projeto Mielomas, entre outros. Na área da educação, o desafio mais recente é a criação de um espaço de Laboratório de Ideias, para que os enfermeiros possam participar com ideias criativas e soluções inovadoras que irão contribuir para o desenvolvimento e visibilidade da enfermagem oncológica.</p>
<p>A sua atuação passa também pela realização de campanhas de sensibilização à população através de webinars e/ou programas alocados ao Dia Europeu da Enfermagem Oncológica (18 de maio).</p>
<p>Para terminar a resposta a esta questão, gostaria de realçar a importância da nossa reunião anual, que se constitui um momento de excelência para a partilha de trabalhos de investigação, de boas práticas e de experiências, numa perspetiva da melhoria contínua do Cuidar em Oncologia e da obtenção de ganhos em saúde.</p>
<p><strong>AE | A atualização é uma preocupação/necessidade em todas as profissões. Como olha para a formação pós-graduada em Enfermagem Oncológica? Responde às necessidades em saúde?</strong></p>
<p><strong>PA |</strong> O programa formativo delineado para a atribuição de competência acrescida diferenciada em enfermagem oncológica constitui-se como um referencial orientador da formação pós-graduada, que deverá ser realizada em instituição de ensino superior.</p>
<p>No entanto, esta formação, iniciada em contexto académico, deverá ser continua, em contexto de trabalho. As instituições devem preocupar-se em promover formação estruturada e uniformizada, de modo a que os novos elementos tenham uma integração adequada, permitindo o desenvolvimento de conhecimentos, de competências e confiança para a prestação de cuidados seguros e eficazes ao doente/família/cuidador.</p>
<p>A constante inovação da Oncologia e o papel cada vez mais interventivo do enfermeiro oncologista na equipa multidisciplinar conduzem a uma necessidade de constante atualização por parte destes profissionais. Mas a formação pós-graduada em enfermagem oncológica, atualmente, ainda não dá resposta às necessidades em saúde. Porque, em termos formativos de contexto escolar, existem muitas escolas a lecionarem pós-graduação em Oncologia, mas poucas com o curso no âmbito dos cuidados específicos da enfermagem oncológica. Idealmente, todos os enfermeiros que trabalham na área da Oncologia deveriam ter formação pós-graduada nessa área ou especialização com componente oncológica.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Noções Básicas de Oncologia para Jovens Enfermeiros: AEOP lança livro</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/nocoes-basicas-de-oncologia-para-jovens-enfermeiros-aeop-lanca-livro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2021 16:11:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[AEOP]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa (AEOP) acaba de lançar o livro “Noções Básicas de Oncologia para Jovens Enfermeiros”, destinado a enfermeiros oncologistas que pretendam “aprender saberes técnicos e relacionais desafiantes da área”. O livro é da autoria de um grupo de jovens enfermeiras oncologistas, composto por Beatriz Domingues, Filipa Cardoso, Joana Araújo, Inês Frade, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-215264" src="https://jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2021/01/7124924f961cf64ed9d4240912ace279.jpg" alt="" width="945" height="485" srcset="https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2021/01/7124924f961cf64ed9d4240912ace279.jpg 945w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2021/01/7124924f961cf64ed9d4240912ace279-300x154.jpg 300w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2021/01/7124924f961cf64ed9d4240912ace279-780x400.jpg 780w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2021/01/7124924f961cf64ed9d4240912ace279-768x394.jpg 768w" sizes="(max-width: 945px) 100vw, 945px" /></p>
<p>A Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa (AEOP) acaba de lançar o livro “Noções Básicas de Oncologia para Jovens Enfermeiros”, destinado a enfermeiros oncologistas que pretendam “aprender saberes técnicos e relacionais desafiantes da área”.</p>
<p><span id="more-1939"></span></p>
<p>O livro é da autoria de um grupo de jovens enfermeiras oncologistas, composto por Beatriz Domingues, Filipa Cardoso, Joana Araújo, Inês Frade, Mafalda Ferreira, Sara Costa, Sara Torcato Parreira e Maria José Dias.</p>
<p>Em nota, a associação afirma que, antes de se iniciar nesta área “é fundamental procurar uma prática especializada, com resultados de segurança e de qualidade, conhecimento fidedigno que outorgue competências e melhoria do desempenho profissional para cuidar das pessoas com doença oncológica”.</p>
<p>O livro tem em destaque os temas da etiologia e epidemiologia do cancro; cirurgia oncológica; radioterapia; quimioterapia; terapêuticas-alvo; hormonoterapia e bifosfonatos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Enfermagem com programa próprio no congresso da SPO</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/formacao/enfermagem-com-programa-proprio-no-congresso-da-spo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Oct 2017 09:52:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação]]></category>
		<category><![CDATA[congressos]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[SPO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A comunidade de enfermagem oncológica terá um programa paralelo e inteiramente dedicado no 14.º Congresso Nacional de Oncologia, que decorre em Aveiro entre os próximos dias 26 e 29. Este ano o tema é “Oncologia na era da medicina de precisão”. &#160; O programa de enfermagem, nos dias 27 e 28, tem o patrocínio científico [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" size-full wp-image-215145" src="https://jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/10/b7684a3fb48d3cbea13dff718c34b6d9.jpg" alt="" width="600" height="300" srcset="https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/10/b7684a3fb48d3cbea13dff718c34b6d9.jpg 600w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/10/b7684a3fb48d3cbea13dff718c34b6d9-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>A comunidade de enfermagem oncológica terá um programa paralelo e inteiramente dedicado no 14.º Congresso Nacional de Oncologia, que decorre em Aveiro entre os próximos dias 26 e 29. Este ano o tema é “Oncologia na era da medicina de precisão”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span id="more-1851"></span></p>
<p>O programa de enfermagem, nos dias 27 e 28, tem o patrocínio científico da Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa (AEOP), com enfoque em temas como a abordagem da ferida maligna, tabagismo e prevenção da doença oncológica, abordagem ao doente idoso, boas práticas clínicas ou nutrição oncológica.</p>
<p>Haverá também lugar a uma sessão educacional que pretende refletir sobre a evolução e o futuro da enfermagem oncológica, promovida pela AEOP em conjunto com duas organizações internacionais: a European Oncology Nursing Society (EONS) e a International Society of Nurses in Cancer Care (ISNCC).</p>
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		<title>Enfermeiros de oncologia reúnem-se na 10.ª Reunião Nacional da AEOP</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/formacao/enfermeiros-de-oncologia-reunem-se-na-10-reuniao-nacional-da-aeop/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Jornal Enfermeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 May 2017 08:21:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação]]></category>
		<category><![CDATA[AEOP]]></category>
		<category><![CDATA[Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[cancro]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Associa&#231;&#227;o de Enfermagem Oncol&#243;gica Portuguesa (AEOP) vai realizar a sua 10.&#170; reuni&#227;o nacional nos dias 2 e 3 de junho, no Hotel Montebelo, em Viseu. No evento, que pretende &#8220;reunir toda a comunidade cient&#237;fica de enfermeiros oncologistas, da pr&#225;tica de cuidados &#224; investiga&#231;&#227;o&#8221;, ser&#227;o tamb&#233;m celebrados os 10 anos de percurso da associa&#231;&#227;o. &#8220;A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" size-full wp-image-214980" src="https://jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/05/ef22b354928b6d94927383bb07bbfdd1.jpg" alt="" width="560" height="280" srcset="https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/05/ef22b354928b6d94927383bb07bbfdd1.jpg 560w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/05/ef22b354928b6d94927383bb07bbfdd1-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 560px) 100vw, 560px" /></p>
<p>A Associa&ccedil;&atilde;o de Enfermagem Oncol&oacute;gica Portuguesa (AEOP) vai realizar a sua 10.&ordf; reuni&atilde;o nacional nos dias 2 e 3 de junho, no Hotel Montebelo, em Viseu. No evento, que pretende &#8220;reunir toda a comunidade cient&iacute;fica de enfermeiros oncologistas, da pr&aacute;tica de cuidados &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o&#8221;, ser&atilde;o tamb&eacute;m celebrados os 10 anos de percurso da associa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><span id="more-1695"></span></p>
<p>&#8220;A doen&ccedil;a oncol&oacute;gica tem vindo a aumentar em todo o mundo e sabemos hoje que a sua incid&ecirc;ncia e preval&ecirc;ncia vai ser progressiva nos pr&oacute;ximos anos. Em Portugal, a doen&ccedil;a oncol&oacute;gica &eacute; a segunda causa de morte, s&atilde;o diagnosticados cada vez mais casos, na sua maioria mais precocemente, permitindo uma maior sobreviv&ecirc;ncia e esperan&ccedil;a de vida&#8221;, afirma a presidente da AEOP, Elisabete Val&eacute;rio, em declara&ccedil;&otilde;es ao Jornal Enfermeiro. A respons&aacute;vel defende uma abordagem &#8220;multidisciplinar&#8221; no tratamento desta doen&ccedil;a e que os pr&oacute;prios doentes sejam &#8220;parceiros&#8221; no seu plano de tratamento.</p>
<p>Para analisar o estado da oncologia, a associa&ccedil;&atilde;o tem &#8220;um programa cient&iacute;fico e social elaborado com o maior crit&eacute;rio e carinho para todos os membros e simpatizantes&#8221;. O evento arranca com tr&ecirc;s cursos pr&eacute;-congresso, a 1 de junho, gratuitos. &#8220;Um curso sobre imuno-oncologia, um sobre seromas da mama e outro sobre ostomias de ventila&ccedil;&atilde;o&#8221;, avan&ccedil;a Elisabete Val&eacute;rio.</p>
<p>A partir do dia 2, ser&atilde;o abordas tem&aacute;ticas como &#8220;Doen&ccedil;a Oncol&oacute;gica, como estamos hoje?&#8221;, &#8220;Sexualidade, fertilidade e gravidez na mulher com cancro da mama&#8221;, &#8220;Impacto da CINV e perda de peso no tratamento&#8221;, &#8220;Prepara&ccedil;&atilde;o c&oacute;lica mec&acirc;nica: os pr&oacute;s e contras na cirurgia vs ambulat&oacute;rio&#8221; e &#8220;Estrat&eacute;gias educacionais dirigidas &agrave; melhoria dos resultados&#8221;, al&eacute;m de diversos simp&oacute;sios &#8220;com o patroc&iacute;nio de v&aacute;rias empresas que t&ecirc;m trabalhado de perto com a AEOP e que continuam a acreditar que podemos fazer a diferen&ccedil;a no futuro acrescentando valor aos enfermeiros oncologistas&#8221; &#8211; diz a presidente da associa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Elisabete Val&eacute;rio destaca ainda a participa&ccedil;&atilde;o da EONS (Sociedade Europeia de Enfermeiros de Oncologia), que &#8220;vem falar do reconhecimento da enfermagem oncol&oacute;gica como especialidade, do papel diferenciador do especialista nesta &aacute;rea e do projeto europeu RECaN&#8221;.</p>
<p>Al&eacute;m da partilha de &#8220;informa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o&#8221;, a associa&ccedil;&atilde;o espera fazer subir o n&uacute;mero de membros: &#8220;Queremos tamb&eacute;m atingir o n&uacute;mero 1000 de enfermeiros com ades&atilde;o a este projeto, meta n&atilde;o muito longe uma vez que j&aacute; somos perto de 750 associados. Aos poucos, os colegas v&atilde;o reconhecendo este projeto como sendo tamb&eacute;m seu e v&atilde;o necessariamente aderir ao grupo. J&aacute; somos uma grande fam&iacute;lia e &eacute; aqui que nos conhecemos e reconhecemos tamb&eacute;m o nosso valor e import&acirc;ncia para a oncologia nacional&#8221;.</p>
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		<title>Centro Champalimaud recebe Congresso de Enfermagem de Oncologia</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/formacao/centro-champalimaud-recebe-congresso-de-enfermagem-de-oncologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Jornal Enfermeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 May 2017 07:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação]]></category>
		<category><![CDATA[cancro]]></category>
		<category><![CDATA[Centro Champalimaud]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação Champalimaud]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A segunda edi&#231;&#227;o do Congresso de Enfermagem de Oncologia Champalimaud ir&#225; decorrer nos dias 25 e 26 de maio, no audit&#243;rio da Funda&#231;&#227;o Champalimaud, em Lisboa. &#8220;A Tecnologia ao Servi&#231;o da Humaniza&#231;&#227;o dos Cuidados&#8221; ser&#225; o tema chave do evento, este ano. &#8220;A 2.&#170; edi&#231;&#227;o deste encontro pretende ser um momento de partilha de experi&#234;ncias [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" size-full wp-image-214968" src="https://jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/05/5031e263a4a258791d6306b2d3d9dbf6.jpg" alt="" width="560" height="280" srcset="https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/05/5031e263a4a258791d6306b2d3d9dbf6.jpg 560w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/05/5031e263a4a258791d6306b2d3d9dbf6-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 560px) 100vw, 560px" /></p>
<p>A segunda edi&ccedil;&atilde;o do Congresso de Enfermagem de Oncologia Champalimaud ir&aacute; decorrer nos dias 25 e 26 de maio, no audit&oacute;rio da Funda&ccedil;&atilde;o Champalimaud, em Lisboa. &#8220;A Tecnologia ao Servi&ccedil;o da Humaniza&ccedil;&atilde;o dos Cuidados&#8221; ser&aacute; o tema chave do evento, este ano.</p>
<p><span id="more-1684"></span></p>
<p>&#8220;A 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o deste encontro pretende ser um momento de partilha de experi&ecirc;ncias entre profissionais de sa&uacute;de, baseado na mais recente evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica, promotor da reflex&atilde;o sobre a pr&aacute;tica cl&iacute;nica, com vista a alcan&ccedil;ar a excel&ecirc;ncia de cuidados prestados ao doente oncol&oacute;gico e sua fam&iacute;lia&#8221;, afirma a organiza&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>O evento vai reunir mais de tr&ecirc;s dezenas de oradores, divididos por seis pain&eacute;is. &#8220;Risco Oncol&oacute;gico e Diagn&oacute;stico Precoce&#8221;, &#8220;Interdisciplinaridade na Abordagem Minimamente Invasiva&#8221;, &#8220;Patient Advocacy&#8221;, &#8220;Investiga&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica na Funda&ccedil;&atilde;o Champalimaud&#8221;, &#8220;Interdisciplinaridade na Abordagem M&eacute;dica&#8221; e &#8220;Interdisciplinaridade na Oncologia Moderna&#8221; s&atilde;o os temas que estar&atilde;o em cima da mesa.</p>
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		<title>AEOP reforça aposta na formação e quer criar especialidade</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/entrevistas/aeop-reforca-aposta-na-formacao-e-quer-criar-especialidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Jornal Enfermeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Apr 2017 08:02:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[AEOP]]></category>
		<category><![CDATA[cancro]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Continuar a apostar na forma&#231;&#227;o e trabalhar no sentido de passar a enfermagem oncol&#243;gica a especialidade s&#227;o dois dos objetivos da Associa&#231;&#227;o de Enfermagem Oncol&#243;gica Portuguesa (AEOP) para os pr&#243;ximos anos. Quem o diz &#233; Jorge Freitas, fundador da associa&#231;&#227;o, atualmente membro do secretariado executivo, a prop&#243;sito da import&#226;ncia do Dia Europeu dos Enfermeiros Oncologistas, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" size-full wp-image-214932" src="https://jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/04/372e8bcdf4e27b5faa19c937cd331649.jpg" alt="" width="560" height="280" srcset="https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/04/372e8bcdf4e27b5faa19c937cd331649.jpg 560w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/04/372e8bcdf4e27b5faa19c937cd331649-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 560px) 100vw, 560px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" alignleft size-full wp-image-214933" src="https://jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/04/100_83cd5.png" alt="100 83cd5" style="margin-right: 10px; float: left;" width="100" height="150" />Continuar a apostar na forma&ccedil;&atilde;o e trabalhar no sentido de passar a enfermagem oncol&oacute;gica a especialidade s&atilde;o dois dos objetivos da Associa&ccedil;&atilde;o de Enfermagem Oncol&oacute;gica Portuguesa (AEOP) para os pr&oacute;ximos anos. Quem o diz &eacute; Jorge Freitas, fundador da associa&ccedil;&atilde;o, atualmente membro do secretariado executivo, a prop&oacute;sito da import&acirc;ncia do Dia Europeu dos Enfermeiros Oncologistas, que se celebra, pela primeira vez, a 18 de maio.</p>
<p><span id="more-1649"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Jornal Enfermeiro | No dia 18 de maio ser&aacute; comemorado, pela primeira vez, o Dia Europeu dos Enfermeiros Oncologistas. &Eacute; um marco importante? Em que medida?</strong></p>
<p><strong>Jorge Freitas |</strong> A Sociedade Europeia de Enfermagem Oncol&oacute;gica tem desenvolvido um conjunto de iniciativas, nestes dois &uacute;ltimos anos, em termos de reconhecimento e fortalecimento do papel dos enfermeiros oncologistas nas nossas organiza&ccedil;&otilde;es hospitalares e unidades de oncologia. Por outro lado, e atendendo que a pr&aacute;tica de enfermagem nos diferentes pa&iacute;ses europeus &eacute; d&iacute;spar, mais importante &eacute; criar este dia europeu com a intencionalidade de dar visibilidade ao nosso papel interventivo, nem sempre reconhecido e valorizado, mas muito importante nos outputs das organiza&ccedil;&otilde;es hospitalares.</p>
<p>Em Portugal, e como membro em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com esta organiza&ccedil;&atilde;o, a AEOP fomentar&aacute; esta comemora&ccedil;&atilde;o junto dos nossos colegas. Pelos &uacute;ltimos n&uacute;meros que temos, somos mais de 1700 enfermeiros oncologistas espalhados pelos diferentes centros e hospitais onde se faz oncologia, enfermeiros que se dedicam ao doente oncol&oacute;gico nas suas diferentes fases de tratamento e s&atilde;o para estes que nos dirigimos de uma forma particular.</p>
<p><strong>JE | Como &eacute; que a AEOP vai assinalar esse dia?</strong></p>
<p><strong>JF |</strong> Teremos um conjunto de iniciativas, que est&atilde;o ainda em planeamento e que est&atilde;o em conson&acirc;ncia com o proposto pela nossa cong&eacute;nere europeia e que, necessariamente, passar&atilde;o por divulga&ccedil;&otilde;es de conte&uacute;dos atrav&eacute;s dos nossos meios de comunica&ccedil;&atilde;o web. Estamos a trabalhar neste objetivo.</p>
<p><strong>JE | Que desafios enfrentam a enfermagem oncol&oacute;gica, atualmente?</strong></p>
<p><strong>JF |</strong> Com o desenvolvimento acelerado das novas abordagens no tratamento do cancro, desde a radioterapia, aos novos f&aacute;rmacos em tratamento com quimioterapia, ao avan&ccedil;o acelerado e com bons resultados na &aacute;rea dos inovadores imunol&oacute;gicos, &agrave; combina&ccedil;&atilde;o entre cirurgia, tratamento m&eacute;dico e radioter&aacute;pico, levantam-se aqui muitas necessidades de partilha de conhecimento e de informa&ccedil;&atilde;o entre os enfermeiros. A actualiza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, a partilha das boas pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas entre os enfermeiros oncologistas dos diferentes hospitais, a capacidade destes profissionais criarem conhecimento validado &eacute; o maior desafio da AEOP e tem sido esta, a nossa linha de conduta onde tem incidido a nossa atividade. A AEOP ter&aacute; de continuar o caminho do reconhecimento desta &aacute;rea especifica de enfermagem, de apostar na forma&ccedil;&atilde;o dos seus pares e mostrar &agrave; comunidade cient&iacute;fica o nosso importante papel, reconhecido por muitos, com o doente oncol&oacute;gico.</p>
<p><strong>JE | Os 10 anos da associa&ccedil;&atilde;o, comemorados a 30 de mar&ccedil;o, foram assentes em quatro pilares: investiga&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o, inova&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o. O que ainda falta fazer nesses campos e o que os faz avan&ccedil;ar, enquanto associa&ccedil;&atilde;o?</strong></p>
<p><strong>JF|</strong> Temos tido um percurso interessante, em crescimento em termos de membros e de reconhecimento pela comunidade cient&iacute;fica no geral, em quantidade e qualidade na produ&ccedil;&atilde;o de documentos educacionais para os nossos colegas e para doentes, na capacidade organizativa e de envolvimento de muitos colegas em projetos educacionais. Estamos em 10 anos, com o terceiro presidente e com um plano estrat&eacute;gicos para 2 anos, o que faz com que a organiza&ccedil;&atilde;o esteja ativa, com muita gente nova e com vontade em colaborar neste projeto. Temos os melhores conte&uacute;dos comunicacionais, temos perecerias nacionais e internacionais que nos permitem estar nos melhores eventos da &aacute;rea da oncologia. Estamos a incrementar o nosso projeto da revista cient&iacute;fica Onco.news (ON), &oacute;rg&atilde;o oficial da AEOP. Uma das estrat&eacute;gias que tem sustentado a nossa atividade passa pelos nossos grupos espec&iacute;ficos de trabalho, onde um conjunto significativo de colegas t&ecirc;m dados muito do seu tempo e disponibilidade &agrave;s nossas atividades.</p>
<p>Hoje, com mais de 600 membros nacionais, com a publica&ccedil;&atilde;o do 33.&ordm; n&uacute;mero da revista cient&iacute;fica ON, esta associa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma das organiza&ccedil;&otilde;es mais ativas no setor.</p>
<p><strong>JE | Em junho, ir&atilde;o realizar tamb&eacute;m a 10.&ordf; Reuni&atilde;o AEOP. Quais as expectativas para o evento e que temas estar&atilde;o em cima da mesa?</strong></p>
<p><strong>JF |</strong> Teremos a nossa 10.&ordf; Reuni&atilde;o Nacional onde tamb&eacute;m vamos comemorar os 10 anos da nossa exist&ecirc;ncia. Estamos com expetativas altas em termos de participa&ccedil;&atilde;o. Todos os anos temos tido mais presen&ccedil;as e participa&ccedil;&otilde;es. Lembro-me da nossa primeira reuni&atilde;o em Lisboa, com 80 presen&ccedil;as. No ano passado, tivemos a maior presen&ccedil;a, com 290 pessoas. Este ano contamos com mais de 300 colegas. A ades&atilde;o dos nossos apoios tem crescido anualmente o que tamb&eacute;m &eacute; um indicador de reconhecimento da qualidade desta reuni&atilde;o.</p>
<p>&Eacute; sempre um momento &uacute;nico de partilha de informa&ccedil;&atilde;o e conhecimento entre colegas de diferentes unidades de oncologia, de Vila Real a Faro. Teremos temas que v&atilde;o de encontro &agrave;s novidades no tratamento oncol&oacute;gico: cancro da mama e digestivos, cancro do pulm&atilde;o&#8230; Teremos uma presen&ccedil;a internacional, que nos falar&aacute; de um projeto europeu e sobre o reconhecimento da enfermagem oncol&oacute;gica europeia, e uma sess&atilde;o sobre os jovens enfermeiros oncologistas e o seu projeto europeu, al&eacute;m dos habituais simp&oacute;sios tem&aacute;ticos sobre a atualidade em oncologia. No primeiro dia, teremos mais dois cursos de forma&ccedil;&otilde;es restritos a 20 inscri&ccedil;&otilde;es. Est&atilde;o reunidas as condi&ccedil;&otilde;es log&iacute;sticas e cient&iacute;ficas para mais um secesso.</p>
<p><strong>JE | H&aacute; novos projetos no horizonte?</strong></p>
<p><strong>JF |</strong> Temos projetos educacionais em in&iacute;cio e dois deles em planeamento. Com a reorganiza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o no nosso portal web, estamos em condi&ccedil;&otilde;es de oferecer mais e melhores conte&uacute;dos formativos aos nossos membros. Nos pr&oacute;ximos dois anos, num novo mandato que se inicia em junho, a AEOP ter&aacute; dois desafios: um passa pela implementa&ccedil;&atilde;o de um projeto internacional na &aacute;rea da cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica, o outro pela cria&ccedil;&atilde;o de um grupo de trabalho que possa propor a &aacute;rea da oncologia a uma futura especialidade de Enfermagem Oncol&oacute;gica, na linha do que j&aacute; fizeram alguns pa&iacute;ses europeus. Alinhando pelo que se est&aacute; a planear no futuro para a enfermagem, a AEOP poder&aacute; e dever&aacute; ter uma palavra importante na forma&ccedil;&atilde;o em Oncologia. Tamb&eacute;m por aqui passa o nosso futuro, alinhado num novo projeto de revista cient&iacute;fica Onco.news, &oacute;rg&atilde;o oficial da AEOP, a ser apresentado j&aacute; em Maio. Espero que os colegas que est&atilde;o na frente da Associa&ccedil;&atilde;o continuem a incrementar o seu papel e reconhecimento na comunidade cient&iacute;fica da oncologia nacional.</p>
<p><a href="mailto:angeladosvais@newsengage.pt">angeladosvais@newsengage.pt</a></p>
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		<item>
		<title>AEOP participa nos &#8220;Encontros da Primavera &#8211; Oncologia 2017&#8221;</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/formacao/aeop-participa-nos-encontros-da-primavera-oncologia-2017/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Jornal Enfermeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Mar 2017 10:11:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação]]></category>
		<category><![CDATA[AEOP]]></category>
		<category><![CDATA[Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[cancro]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalenfermeiro.pt/reportagem/aeop-participa-nos-encontros-da-primavera-oncologia-2017/</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Associa&#231;&#227;o de Enfermagem Oncol&#243;gica Portuguesa (AEOP) ir&#225; estar presente no evento &#8220;Encontros da Primavera &#8211; Oncologia 2017&#8221;, que se ir&#225; realizar de 20 a 22 de abril, em &#201;vora, e ter&#225; um programa cient&#237;fico dedicado &#224; enfermagem. O primeiro dia come&#231;a com cursos pr&#233;-congresso sobre cancro da mama, cancro ginecol&#243;gico e imuno-oncologia, temas que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" size-full wp-image-214903" src="https://jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/03/2fd51e50d4280300b6a627d74d4b08b8.jpg" alt="" width="560" height="280" srcset="https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/03/2fd51e50d4280300b6a627d74d4b08b8.jpg 560w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/03/2fd51e50d4280300b6a627d74d4b08b8-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 560px) 100vw, 560px" /></p>
<p>A Associa&ccedil;&atilde;o de Enfermagem Oncol&oacute;gica Portuguesa (AEOP) ir&aacute; estar presente no evento &#8220;Encontros da Primavera &#8211; Oncologia 2017&#8221;, que se ir&aacute; realizar de 20 a 22 de abril, em &Eacute;vora, e ter&aacute; um programa cient&iacute;fico dedicado &agrave; enfermagem.</p>
<p><span id="more-1621"></span></p>
<p>O primeiro dia come&ccedil;a com cursos pr&eacute;-congresso sobre cancro da mama, cancro ginecol&oacute;gico e imuno-oncologia, temas que v&atilde;o marcar tamb&eacute;m as confer&ecirc;ncias desse dia.</p>
<p>Nos restantes dias de evento, ser&atilde;o abordados, entre outros temas, o cancro digestivo, tromboembolismo, cancro da cabe&ccedil;a e do pesco&ccedil;o, cancro da pele, cancro colorectal, bi&oacute;psias l&iacute;quidas, oncofertilidade, terap&ecirc;utica de suporte, invetsiga&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, interven&ccedil;&atilde;o &agrave; pessoa portadora de ostomia respirat&oacute;ria, cancro do pulm&atilde;o, cancro g&eacute;nito-urin&aacute;rio, linfomas, mieloma e controlo da dor. Haver&aacute; ainda espa&ccedil;o para comunica&ccedil;&otilde;es orais.</p>
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		<title>SPEO quer mais enfermeiros na definição de políticas de saúde</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/entrevistas/speo-quer-mais-enfermeiros-na-definicao-de-politicas-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Jornal Enfermeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2017 11:10:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[enfermeiros]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Enfermagem Oncológica]]></category>
		<category><![CDATA[SPEO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;O enfermeiro é um profissional bem formado intelectualmente, com conhecimentos e formação específica na área da gestão e, por isso, munido de ferramentas para poder discutir o que são e, essencialmente, como devem ser implementadas políticas de curto, médio e longo prazo para o desenvolvimento e sustentabilidade do sistema de saúde.&#8221; A opinião é do [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O enfermeiro é um profissional bem formado intelectualmente, com conhecimentos e formação específica na área da gestão e, por isso, munido de ferramentas para poder discutir o que são e, essencialmente, como devem ser implementadas políticas de curto, médio e longo prazo para o desenvolvimento e sustentabilidade do sistema de saúde.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A opinião é do presidente da Sociedade Portuguesa de Enfermagem Oncológica (SPEO), Henrique Pereira, que defende um &#8220;aumento exponencial da participação dos enfermeiros nesta atividade&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Jornal Enfermeiro | Qual o papel dos enfermeiros na prevenção do cancro?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Henrique Pereira |</strong> Uma das atividades/funções dos enfermeiros relaciona-se com a educação para a saúde, que exige, para que se obtenham ganhos em saúde, conhecimentos específicos na área de oncologia, como por exemplo aspetos epidemiológicos de cancro, factores de risco, formação e desenvolvimento da doença oncológica, os diferentes tipos de cancro e seu comportamento. Só com um conhecimento específico e profundo é que o enfermeiro pode informar devidamente a população para que esta tome decisões adequadas e fundamentadas sobre a sua saúde. Também os saberes relacionados com o rastreio e meios de diagnóstico pode ser um contributo muito importante quer para a prevenção quer para o diagnóstico precoce da doença. Os enfermeiros, principalmente aqueles que exercem a sua actividade nos Centros de Saúde (nas mais diversas unidades ou serviços), têm uma grande responsabilidade em matéria de melhoria efetiva da literacia em saúde, onde se inclui, naturalmente, a área de oncologia. Existe hoje em dia um conjunto muito vasto de estudos científicos que evidenciam que o melhor é prevenir, porque o tratamento, apesar dos avanços extraordinários terapêuticos que se têm registado, é sempre um processo difícil e doloroso para o indivíduo portador da doença e sua família.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JE | Há dados sobre o número de enfermeiros a trabalhar em oncologia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>HP |</strong> É muito difícil porque hoje em dia o doente oncológico pode recorrer a qualquer serviço de saúde público e privado. Mesmo que o motivo que o leva a procurar um determinado serviço não seja relacionado com a sua doença oncológica, ele é portador dessa doença e o profissional de saúde, neste caso o enfermeiro, deve estar preparado para lidar com a situação. É certo que a vivência de um enfermeiro que trabalhe num serviço específico de oncologia será muito mais rica nas especificidades que caracterizam a doença. Em teoria todos os enfermeiros podem ter de atender, num qualquer momento ou serviço, um doente oncológico. Por isso, se assume que a formação contínua nesta área é muito importante.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JE | Estes enfermeiros recebem formação específica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>HP |</strong> Os planos de estudo da licenciatura em enfermagem integram matérias relacionadas com a oncologia, mas, em minha opinião, sobejamente insuficientes para que o enfermeiro se possa sentir confortável a cuidar de um doente oncológico. Neste sentido a formação ao longo da vida não é só necessária como obrigatória para a aquisição de competências de diversa ordem, técnicas, cientificas, relacionais e outras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JE | Como é feita a articulação entre enfermeiros/médicos e enfermeiro/famílias (cuidadores)?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>HP |</strong> Creio que cada vez mais se valoriza e se pratica o trabalho em equipa no âmbito da oncologia. Também tem vindo a ser reforçado o papel do doente e família no percurso da doença. A autoresponsabilização no cumprimento da colaboração que lhe é pedida, uma participação ativa na procura de informação e colaboração com os profissionais de saúde é uma boa medida no processo colaborativo e também no processo de aprender a lidar com a sua doença, na sua reintegração no trabalho, na família e na escola quando se trata, por exemplo, de crianças e jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JE | Qual a importância dos enfermeiros na definição de políticas de saúde?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>HP |</strong> Felizmente que hoje já temos muitos enfermeiros que ocupam lugares estratégicos que lhe permitem uma participação ativa na definição das políticas de saúde. Contudo, considero que é necessário aumentar exponencialmente a participação dos enfermeiros nesta atividade, seja ela de carácter mais formal ou de participação cívica. O enfermeiro é um profissional bem formado intelectualmente, com conhecimentos e formação específica na área da gestão e, por isso, munido de ferramentas para poder discutir o que são e, essencialmente, como devem ser implementadas políticas de curto, médio e longo prazo para o desenvolvimento e sustentabilidade do sistema de saúde. Também as vivências únicas que os enfermeiros têm, quer em contexto hospitalar quer comunitária permitem-lhe ter uma visão e opinião fundamentada das falhas do sistema e das reais necessidades das populações em matéria de cuidados de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JE | Segundo dados do relatório &#8220;Doenças Oncológicas em Números &#8211; 2015&#8221;, da DGS, nos últimos anos, subiram os números de adesão ao rastreio e aumentou também a dispensa de medicamentos no SNS, mas estão a morrer cada vez mais pessoas com tumores malignos. Como se explica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>HP |</strong> Esta é uma questão que pode ter uma explicação multifactorial, contudo existem razões conhecidas de todos. Por um lado, as pessoa hoje em dia estão mais bem informadas quer por uma questão de motivação ou necessidade e, por isso, mais sensibilizadas para aderir aos rastreios oncológicos. Também os meios de informação e comunicação estão mais acessíveis e são muito diversificados. Por outro, a longevidade trás consigo um aumento significativo de doenças crónicas onde se inclui, naturalmente, o cancro e por isso a probabilidade de vir a morrer por cancro também é maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JE | Apesar de uma maior adesão ao rastreio, de acordo com o relatório da DGS, em 2014 as taxas de adesão, em geral, estavam abaixo dos 80% e em alguns casos até abaixo dos 50%. Os portugueses não estão a dar a devida importância à doença?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>HP |</strong> A mudança de comportamento é um processo lento e moroso, por conseguinte é natural que existam assimetrias regionais no que se refere à adesão aos rastreios. A importância que as pessoas dão ou não dão aos rastreios deve ser contextualizada a determinadas variáveis que podem ser definidas como o nível de literacia em saúde, as condições socioeconómicas, a acessibilidade à informação, à disponibilização de meios locais ou regionais, até aos aspetos culturais. As pessoas até podem atribuir importância à doença mas pode não ter, por um lado, uma atitude proativa, por outro, não possuir ao seu alcance os meios necessários.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JE | A SPEO está a conseguir cumprir os seu objetivos de divulgação de práticas de prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>HP |</strong> A SPEO, em termos gerais, penso que tem cumprido os seus objetivos. Porém, para que pudéssemos fazer um trabalho mais consistente, precisávamos de ter secretariado e enfermeiros a full-time. Trata-se de um trabalho muito exigente e merecedor de uma continuidade que não é possível sem pessoas dedicadas a 100% a esta atividade. Estamos num processo de reorganização interna, que nos pode levar para o desenvolvimento de atividades que se coadunem com o que atrás foi dito. A investigação e a formação contínua são dois pilares prioritários e estratégicos para dar maior visibilidade ao nosso trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JE | Os congressos que organizam servem também para isso. O <a href="agenda/item/1561-10-congresso-nacional-de-enfermagem-oncologica-reagendado-para-marco.html">10º Congresso Nacional de Enfermagem Oncológica</a> foi reagendado para 30 de março e 1 de abril. Quais as expectativas para o congresso?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>HP |</strong> As nossas expectativas relativamente ao modo como o congresso vai decorrer são muito positivas. Os temas e os intervenientes escolhidos são à partida garantia de sucesso. Pensamos que a adesão por parte dos enfermeiros também segue essa tendência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JE | O tema escolhido para o congresso foi &#8220;Inovação e Multidisciplinariedade&#8221;. É também isso que falta nos cuidados oncológicos em Portugal?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>HP |</strong> Este tema deve estar sempre em discussão. Um e outro são dinâmicos, devem ser olhados como uma fonte de melhoria continua. Cada doente oncológico é único e, por isso, age e reage de forma única. Assim, quer numa perspectiva de uma única profissão e ou das diferentes profissões da saúde devem estar atentas a esta realidade para que as suas respostas sejam ajustadas e tornem efetivo o benefício para o doente e família, benefícios em termos de saúde pública e benefícios financeiros para o estado. Os cuidados em oncologia exigem que estas duas dimensões estejam sempre presentes.</p>
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		<title>10º Congresso Nacional de Enfermagem Oncológica reagendado para março</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/formacao/10-congresso-nacional-de-enfermagem-oncologica-reagendado-para-marco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Jornal Enfermeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Feb 2017 15:42:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Enfermagem Oncológica]]></category>
		<category><![CDATA[SPEO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Enfermagem Oncol&#243;gica (SPEO) vai realizar o 10&#186; Congresso Nacional de Enfermagem Oncol&#243;gica nos dias 31 de mar&#231;o e 1 de abril, em Braga. O evento, que esteve inicialmente agendado para novembro passado, mant&#233;m como tema central a &#8220;Inova&#231;&#227;o e multidisciplinaridade: garantia da qualidade dos cuidados em concologia&#8221;. Entre as tem&#225;ticas a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" size-full wp-image-214840" src="https://jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/02/40b73d623fe9fca98a847f2a59bba32f.jpg" alt="" width="560" height="280" srcset="https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/02/40b73d623fe9fca98a847f2a59bba32f.jpg 560w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2017/02/40b73d623fe9fca98a847f2a59bba32f-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 560px) 100vw, 560px" /></p>
<p>A Sociedade Portuguesa de Enfermagem Oncol&oacute;gica (SPEO) vai realizar o 10&ordm; Congresso Nacional de Enfermagem Oncol&oacute;gica nos dias 31 de mar&ccedil;o e 1 de abril, em Braga. O evento, <a href="actualidade/item/1412-speo-defende-enfermeiros-deviam-ter-pos-graduacao-para-lidar-com-doente-oncologico.html">que esteve inicialmente agendado para novembro passado</a>, mant&eacute;m como tema central a &#8220;Inova&ccedil;&atilde;o e multidisciplinaridade: garantia da qualidade dos cuidados em concologia&#8221;.</p>
<p><span id="more-1561"></span></p>
<p>Entre as tem&aacute;ticas a serem abordadas no primeiro dia de evento est&aacute; o &#8220;Plano nacional das doen&ccedil;as oncol&oacute;gicas&#8221;, a &#8220;Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de &#8211; prevenir o cancro&#8221;, &#8220;Inova&ccedil;&atilde;o e multidisciplinariedade em oncologia&#8221;, &#8220;Diagn&oacute;stico e tratamento do cancro &#8211; inova&ccedil;&atilde;o&#8221; e &#8220;Qualidade de vida do doente oncol&oacute;gico&#8221;. Para o final do dia, est&atilde;o ainda preparados tr&ecirc;s workshops sobre cromopuntura na dor oncol&oacute;gica, toque terap&ecirc;utico e logoterapia.</p>
<p>J&aacute; para o segundo dia, &#8220;Da informa&ccedil;&atilde;o &agrave; decis&atilde;o&#8221;, &#8220;Os cuidados paliativos na rede de cuidados continuados&#8221; e &#8220;Investiga&ccedil;&atilde;o em concologia&#8221; s&atilde;o os temas para as confer&ecirc;ncias.</p>
<p>Em declara&ccedil;&otilde;es no Jornal Enfermeiro, em novembro, o presidente da SPEO, Henrique Pereira, afirmou que o objetivo &eacute; partilhar conhecimento, construir espa&ccedil;os de discuss&atilde;o e dar oportunidade de participar quer na organiza&ccedil;&atilde;o, quer no programa cient&iacute;fico aos enfermeiros de todo o pa&iacute;s que se interessam pelo doente com cancro e suas fam&iacute;lias. Espera &#8211; disse &#8211; que o congresso possa ser &#8220;um f&oacute;rum de discuss&atilde;o cient&iacute;fica nas &aacute;reas da preven&ccedil;&atilde;o, do diagn&oacute;stico, do tratamento e dos cuidados paliativos em oncologia, privilegiando o debate sobre o estado da arte e o seu enquadramento nas pol&iacute;ticas de sa&uacute;de&#8221;.</p>
<p>Na altura, o respons&aacute;vel fez ainda quest&atilde;o de alertar para a necessidade de um conhecimento altamente especializado e multidisciplinar por parte dos enfermeiros que tratam diretamente com a oncologia, que vai desde a preven&ccedil;&atilde;o, ao rastreio, ao diagn&oacute;stico precoce, ao tratamento, at&eacute; aos cuidados continuados, paliativos ou fim de vida. &#8220;O processo da doen&ccedil;a oncol&oacute;gica &eacute; incompar&aacute;vel com qualquer outra doen&ccedil;a, quer a n&iacute;vel f&iacute;sico, emocional e psicol&oacute;gico, de sofrimento do pr&oacute;prio individuo e sua fam&iacute;lia. Exige uma grande capacidade de resili&ecirc;ncia, de esperan&ccedil;a e essencialmente de lidar com a gest&atilde;o das incertezas. O mesmo tipo de cancro pode ter um comportamento diferente de pessoa para pessoa e ter uma combina&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica igualmente diferente e, por isso, as op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas e a sua combina&ccedil;&atilde;o s&atilde;o devidamente ponderadas por especialistas de diferentes &aacute;reas do conhecimento&rdquo;, argumentou.</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/formacao/10-congresso-nacional-de-enfermagem-oncologica-reagendado-para-marco/">10º Congresso Nacional de Enfermagem Oncológica reagendado para março</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
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