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	<title>Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico Archives - Jornal Enfermeiro</title>
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	<title>Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico Archives - Jornal Enfermeiro</title>
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		<title>Portugueses têm muitas doenças crónicas e alto nível de sedentarismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andreia Montes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jun 2016 10:21:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[álcool]]></category>
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		<category><![CDATA[Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico]]></category>
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		<category><![CDATA[Sendentarismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma elevada preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial, obesidade e diabetes, altos n&#237;veis de sedentarismo e de consumo de bebidas alco&#243;licas foram identificados no inqu&#233;rito &#224; sa&#250;de dos portugueses com exame f&#237;sico. Trata-se do Inqu&#233;rito Nacional de Sa&#250;de com Exame F&#237;sico (INSEF), promovido e desenvolvido pelo Instituto Nacional de Sa&#250;de Ricardo Jorge (INSA), em parceria com o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" size-full wp-image-214450" src="https://jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2016/06/fbce18293084d3ac0d97e393ad7b6ff7.jpg" alt="" width="560" height="280" srcset="https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2016/06/fbce18293084d3ac0d97e393ad7b6ff7.jpg 560w, https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2016/06/fbce18293084d3ac0d97e393ad7b6ff7-300x150.jpg 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /></p>
<p>Uma elevada preval&ecirc;ncia de hipertens&atilde;o arterial, obesidade e diabetes, altos n&iacute;veis de sedentarismo e de consumo de bebidas alco&oacute;licas foram identificados no inqu&eacute;rito &agrave; sa&uacute;de dos portugueses com exame f&iacute;sico.</p>
<p><span id="more-1172"></span></p>
<p>Trata-se do Inqu&eacute;rito Nacional de Sa&uacute;de com Exame F&iacute;sico (INSEF), promovido e desenvolvido pelo Instituto Nacional de Sa&uacute;de Ricardo Jorge (INSA), em parceria com o Instituto Noruegu&ecirc;s de Sa&uacute;de P&uacute;blica e com as administra&ccedil;&otilde;es regionais de sa&uacute;de do continente e das regi&otilde;es aut&oacute;nomas dos A&ccedil;ores e da Madeira.</p>
<p>Os indicadores apurados referem-se &agrave; popula&ccedil;&atilde;o com idades entre os 25 e os 74 anos, tendo contado com a participa&ccedil;&atilde;o de 4.911 pessoas (2.265 homens e 2.646 mulheres), que realizaram, para o efeito, um exame f&iacute;sico, colheita de sangue e entrevista.</p>
<p>Carlos Dias, coordenador geral do INSEF, disse que o inqu&eacute;rito proporciona dados que, &ldquo;ainda numa fase de an&aacute;lise muito pr&eacute;via, confirmam alguns indicadores preocupantes em termos da preval&ecirc;ncia da obesidade, hipertens&atilde;o e da diabetes&rdquo;, mas tamb&eacute;m outros que atestam &ldquo;um elevado grau de sedentarismo&rdquo;.</p>
<p>O estudo indica que, em 2015, o estado de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa entre os 25 e os 74 anos de idade caracterizava-se por uma &ldquo;elevada preval&ecirc;ncia de algumas doen&ccedil;as cr&oacute;nicas&rdquo;, como a hipertens&atilde;o arterial, a obesidade e a diabetes.</p>
<p>O INSEF abordou tamb&eacute;m o consumo das bebidas alco&oacute;licas, apurando que cerca de um ter&ccedil;o (33,8%) da popula&ccedil;&atilde;o masculina referiu consumo perigoso de &aacute;lcool (binge drinking), valor muito superior ao do sexo feminino (5,3%).</p>
<p>Este tipo de consumo era mais prevalente no grupo et&aacute;rio mais jovem, tanto nos homens (51,9%), como nas mulheres (13,7%), diminuindo com a idade.</p>
<p>A regi&otilde;es do Alentejo e a Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira tinham as preval&ecirc;ncias mais elevadas em qualquer dos sexos.</p>
<p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao tabaco, o inqu&eacute;rito refere que este era consumido diariamente ou ocasionalmente por 28,3% da popula&ccedil;&atilde;o masculina e por 16,4% da popula&ccedil;&atilde;o feminina, observando-se preval&ecirc;ncias mais elevadas no grupo et&aacute;rio 25 a 34 anos (45,6% nos homens e 25,1% nas mulheres) e menores no grupo et&aacute;rio 65 a 74 anos (10,8% nos homens e 2,5% nas mulheres).</p>
<p>A regi&atilde;o Aut&oacute;noma dos A&ccedil;ores tinha as preval&ecirc;ncias mais elevadas nos homens (42,8%) e a regi&atilde;o do Algarve (22,2%) nas mulheres.</p>
<p>Nas mulheres, o consumo de tabaco aumenta com a escolaridade mais elevada, enquanto nos homens era mais prevalente nos grupos com escolaridade interm&eacute;dia, independentemente da idade.</p>
<p>Os desempregados tinham preval&ecirc;ncias mais elevadas em qualquer dos sexos (43% nos homens e 27% nas mulheres).</p>
<p>A exposi&ccedil;&atilde;o ambiental ao fumo do tabaco afetava 12,8,% da popula&ccedil;&atilde;o e era mais frequente entre os homens na Regi&atilde;o Aut&oacute;noma dos A&ccedil;ores, na popula&ccedil;&atilde;o com segundo ou terceiro ciclo do b&aacute;sico e nos desempregados.</p>
<p>A investiga&ccedil;&atilde;o adianta que o sedentarismo nos tempos livres afetava 44,8% da popula&ccedil;&atilde;o, com maiores preval&ecirc;ncias nas mulheres, no grupo et&aacute;rio entre os 55 e os 64 anos (46,9%), na Regi&atilde;o Aut&oacute;noma dos A&ccedil;ores (52,5%), na popula&ccedil;&atilde;o com menor escolaridade (51,6%) e desempregada (46,9%).</p>
<p>Para Carlos Dias, estes indicadores mostram-nos &ldquo;algumas necessidades em sa&uacute;de que certamente ir&atilde;o ser levadas em considera&ccedil;&atilde;o pelos servi&ccedil;os p&uacute;blicos&rdquo;.</p>
<p>Esta radiografia revela ainda que o pa&iacute;s n&atilde;o &eacute; todo igual nas mat&eacute;rias abordadas, o que, para o seu coordenador, &ldquo;&eacute; uma vantagem&rdquo;.</p>
<p>&ldquo;O INSEF mostra-nos que, em termos geogr&aacute;ficos, existem regi&otilde;es onde alguns indicadores tomam n&iacute;veis mais preocupantes, como a Regi&atilde;o Aut&oacute;noma dos A&ccedil;ores, onde o elevado consumo de tabaco &eacute; confirmado, assim como outros indiciadores como um baixo consumo de frutas e legumes&rdquo;, prosseguiu.</p>
<p>Al&eacute;m das diferen&ccedil;as regionais, o inqu&eacute;rito identificou diferen&ccedil;as entre os grupos com mais ou menos escolaridade e entre os que t&ecirc;m trabalho remunerado e os que n&atilde;o t&ecirc;m, como dom&eacute;sticas ou desempregados.</p>
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