Opinião

Pela melhoria dos cuidados de saúde dos doentes respiratórios

19 Abr. 2021

O Congresso Cuidados Respiratórios em Enfermagem de Reabilitação, que decorreu de 20 a 22 de abril, contou com o apoio científico da RESPIRA - Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e Outras Doenças Respiratórias Crónicas, cuja presidente, Isabel Saraiva, testemunha, no artigo abaixo, a pertinência desta iniciativa na missão da partilha de conhecimentos e experiências tão valiosa para melhorar os cuidados de saúde respiratórios. 

“O Congresso Cuidados Respiratórios em Enfermagem de Reabilitação realiza-se este ano, e pela primeira vez, em formato virtual. Gostaríamos, por isso, de congratular a ACE – Associação Científica dos Enfermeiros pela resiliência e persistência ao adaptarem o Congresso às condicionantes impostas pela pandemia sem prejuízo da sua realização. É com muito sentido de responsabilidade que a nossa Associação RESPIRA reitera o seu apoio científico a este evento, reconhecendo a sua pertinência e importância para a melhoria dos cuidados de saúde dos doentes respiratórios.

A RESPIRA – Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e Outras Doenças Respiratórias Crónicas (www.respira.pt) é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) fundada há catorze anos por um grupo de pessoas que, apoiando-se no estímulo de diversos médicos pneumologistas, decidiu tomar em mãos a defesa dos seus direitos como doentes, a promoção da saúde respiratória e o acesso aos cuidados de saúde. Atualmente, debate-se pela implementação de programas de reabilitação respiratória, através de recomendações persistentes para o desenvolvimento e acessibilidade a estes programas de intervenção não farmacológica da maior valia para a qualidade de vida do doente.

Debaixo deste nome pomposo, a reabilitação respiratória é, na verdade, muito simples. É um ginásio científico, chamemos-lhe assim. Envolve exercício físico coordenado por fisioterapeutas, nutrição, e acompanhamento médico e psicológico. A reabilitação respiratória é um trabalho em equipa que procura ajudar o doente a robustecer o seu sistema respiratório. Mas, infelizmente, em Portugal, a percentagem de doentes com acesso a programas de reabilitação respiratória está entre os 0,5 e os 2%, números já considerados muito preocupantes. No entanto, os efeitos da pandemia por Covid-19 agravaram ainda mais a situação.

Cuidar da nossa saúde respiratória é um processo de aprendizagem, por isso só podemos, enquanto doentes, agradecer aos organizadores e impulsionadores deste Congresso, que nos permite partilhar experiências e conhecimento.

 

Lisboa, 15 de abril de 2021”.

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