<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Jornal Enfermeiro</title>
	<atom:link href="https://www.jornalenfermeiro.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 05 Jun 2026 11:39:57 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>

<image>
	<url>https://www.jornalenfermeiro.pt/wp-content/uploads/2025/11/cropped-favicon-je-32x32.png</url>
	<title>Jornal Enfermeiro</title>
	<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O papel do Enfermeiro Gestor na prevenção do burnout nas suas equipas</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/opiniao/o-papel-do-enfermeiro-gestor-na-prevencao-do-burnout-nas-suas-equipas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 12:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalenfermeiro.pt/?p=216097</guid>

					<description><![CDATA[<p>O burnout deixou de ser um conceito académico para se tornar uma realidade quotidiana nos serviços de saúde. Entre rácios insuficientes, turnos exigentes e pressão constante, os enfermeiros enfrentam um desgaste silencioso que compromete profissionais e cuidados. Neste contexto, o papel do enfermeiro gestor assume-se decisivo na prevenção, na motivação das equipas e na construção [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/opiniao/o-papel-do-enfermeiro-gestor-na-prevencao-do-burnout-nas-suas-equipas/">O papel do Enfermeiro Gestor na prevenção do burnout nas suas equipas</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O <em>burnout</em> deixou de ser um conceito académico para se tornar uma realidade quotidiana nos serviços de saúde. Entre rácios insuficientes, turnos exigentes e pressão constante, os enfermeiros enfrentam um desgaste silencioso que compromete profissionais e cuidados. Neste contexto, o papel do enfermeiro gestor assume-se decisivo na prevenção, na motivação das equipas e na construção de ambientes de trabalho mais humanos e sustentáveis. Leia o artigo de opinião de Beatriz Rampazzo, enfermeira da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria, Hospital Santo André, na Unidade de Intermédios Polivalente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, muito se discute acerca do <em>burnout</em>, conceito cada vez mais estudado e transversal a várias áreas de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Christina Maslach, psicóloga americana, definiu-o como uma síndrome caracterizada por stresse crónico diretamente relacionado com o ambiente de trabalho que, quando não gerido com sucesso, resulta em sentimentos de exaustão emocional, despersonalização e falta de realização pessoal (Maslach et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autora construiu o “<em>Maslach Burnout Inventory”</em>, um instrumento de avaliação utilizado para avaliar a síndrome de <em>burnout</em>, tendo em conta três principais dimensões: a exaustão emocional, relacionada com o esgotamento de energia física e emocional; a despersonalização, muitas vezes descrita como o cinismo e a distância sentida pelo colaborador relativamente ao trabalho e às pessoas ao seu redor; e a falta de realização profissional, relacionada com um sentimento de ineficácia ocupacional e, consequentemente, fator de desmotivação no ambiente de trabalho (Bruyneel et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu pela primeira vez esta síndrome em 2019, e em janeiro de 2022, integrou-a na sua Classificação Internacional de Doenças (CID-11). Neste contexto, o <em>burnout foi definido</em> como um “fenómeno ocupacional” relacionado com o local de trabalho que conduz a sentimentos negativos e à sensação de infelicidade profissional, não sendo considerada uma doença mental e recomenda que o seu diagnosticado seja realizado após a exclusão de outras doenças, não relacionadas com o ambiente no trabalho (OMS, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2022, o <em>Stada Health Report </em>revelou que em Portugal, mais de metade (57%) da população relataram sentir-se próximos de vivenciar <em>burnout</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na área da saúde, a enfermagem é a área de maior representatividade profissional (OMS, 2025). A <em>Health Education Authority</em> classifica a profissão de enfermagem como a quarta profissão mais stressante no setor público (Felgueiras, &amp; Silva, 2023). Este grupo profissional é confrontado diariamente com desafios e dilemas que exigem a adequação e mobilização de estratégias de <em>coping</em> eficaz. Fatores como a sobrecarga de trabalho diretamente relacionada com a falta de recursos materiais e os rácios enfermeiro-doente, os turnos rotativos e as condições de trabalho são os principais contribuidores da exaustão emocional em contexto laboral, afetando a saúde mental dos enfermeiros e, consequentemente o trabalho por eles realizado, o que compromete a qualidade do serviço prestado aos utentes (Dall’Ora et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais sintomas descritos na literatura para ilustrar a condição são: existência de fadiga persistente (mesmo após o descanso [folgas ou férias]); o absentismo / vontade de faltar ao trabalho; falta de envolvimento emocional nas relações enfermeiro-utente; dificuldade na concentração nas tarefas realizadas e na tomada de decisões; queixas físicas recorrentes (mialgias, cefaleias, insónias, entre outros); isolamento no trabalho e o sentimento de inutilidade; desvalorização ou baixa autoestima no âmbito profissional (Pita et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A incidência de casos entre enfermeiros aumentou durante o período de pandemia <em>COVID-19</em>. Estudos realizados em unidades de cuidados intensivos descrevem que o risco de <em>burnout</em> está intimamente ligado à intenção dos enfermeiros em deixarem a profissão. Bruyneel et al (2023) demonstraram, através de um estudo realizado em 68 unidades de cuidados intensivos de diferentes hospitais belgas, que 17,6% dos enfermeiros corriam elevado risco de vir a desenvolver <em>burnout</em>, uma vez que apresentavam alto risco nas três subdimensões monitorizadas (exaustão emocional, despersonalização e realização profissional). Ainda neste estudo, 71,6% dos enfermeiros que participaram revelaram elevado risco em pelo menos uma das subdimensões do <em>burnout</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Portugal, estudos demonstram que quase metade dos enfermeiros, principalmente os que trabalham em hospitais públicos, apresentam risco moderado a elevado de desenvolver <em>burnout</em>. Borges et al (2021), através de um estudo multicêntrico, apuraram que 42% dos enfermeiros portugueses apresentam risco moderado a elevado de desenvolver esta síndrome, revelando que estas taxas aumentam quando se trata de enfermeiros mais jovens e a trabalharem por turnos rotativos. Como forma de prevenir o aparecimento da síndrome, Rocha et al (2025), salientam a importância de serem implementadas estratégias de desenvolvimento de resiliência e da promoção de fatores de proteção, como a estabilidade no emprego, a experiência adquirida e o descanso adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tendo em consideração os dados acima mencionados e reconhecendo que nos últimos anos o <em>burnout</em> entre profissionais de enfermagem tem sido uma preocupação crescente, é crucial refletir sobre esta temática e compreender a importância do papel do enfermeiro gestor nestas equipas, com o objetivo de prevenir a incidência deste fenómeno.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário dos modelos clássicos de gestão, centrados em estruturas hierárquicas rígidas e na eficiência técnica, as abordagens contemporâneas de liderança valorizam cada vez mais a pessoa, a motivação das equipas e a qualidade da relação entre líder e liderados. Assim sendo, cabe ao gestor de enfermagem investir em intervenções que promovam a motivação profissional dos elementos da sua equipa e estar alerta para sinais de <em>burnout </em>e fatores de risco predisponentes ao surgimento do problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Teoria Situacional de Hersey e Blanchard, proposta em 1986, sustenta que a eficácia da liderança depende da relação estabelecida entre líder e liderado, sendo otimizada pelo alinhamento entre o nível de competência dos colaboradores e o estilo de liderança adotado. Estes estilos podem diferir entre si, não existindo um considerado ideal em todas as circunstâncias. O modelo defende que o líder deve proporcionar um ambiente favorável e disponibilizar os recursos necessários para que o trabalhador desenvolva e execute as suas tarefas de forma eficiente, assumindo, simultaneamente, uma postura de liderança dinâmica e eficaz (Birchal &amp; Vilela, 2012). Assim, à luz deste pressuposto, torna-se incontornável refletir sobre a relevância do papel dos gestores de enfermagem na motivação dos enfermeiros das suas equipas e no reconhecimento das características individuais de cada elemento que as integra. Posto isto, cada vez mais se tem falado da importância da implementação de estratégias como o <em>teambulding</em>, descrito como um conjunto de processos e atividades realizadas em grupo com o objetivo de fomentar a coesão, a comunicação eficaz, a confiança mútua, a definição de funções claras e a capacidade de colaboração (Wienclaw, 2021). São utilizadas não só para motivar as equipas no seu ambiente de trabalho, mas também como forma de os elementos se conhecerem em ambientes fora do contexto laboral, numa perspetiva mais pessoal e dinâmica. Também permitem que os colaboradores se conheçam melhor, contribuindo para ambientes laborais positivos e para a felicidade no trabalho. Por exemplo, literatura recente acerca da felicidade no trabalho concluiu que fatores como o apoio social entre pares, o clima entre equipa favorável e a sensação de pertença aos grupos são fatores determinantes e que conduzem a níveis de maior bem-estar e satisfação profissional (Saritha &amp; Mukherjee, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra ferramenta que tem sido apontada como efetiva na redução de sintomas relacionados com o <em>burnout</em> é o <em>Mindfulness-Based Stress Reduction</em> (MBSR), em português “Redução de Stresse Baseada em Atenção Plena”, prática promotora também de autocompaixão, ajudando os indivíduos a enfrentar as adversidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exercícios de relaxamento, musicoterapia, MBSR, yoga, meditação ou aromaterapia, são outros exemplos práticos, baratos e fáceis de aplicar às equipas e que estão comprovados como promotores de bem-estar nos grupos de trabalho (Hsu et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A distribuição do enfermeiro de acordo com as suas competências e apetências pode também manter os colaboradores motivados e satisfeitos. Tendo em consideração as teorias mais modernas que defendem o achatamento hierárquico, ou mais vulgarmente conhecido “<em>downsizing</em>”, acredita-se que os gestores de enfermagem ao deterem uma maior autonomia e capacidade de intervir nas decisões dos seus superiores hierárquicos, conseguem implementar e adotar ferramentas de apoio ao colaborador na promoção do <em>burnout.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A sua posição privilegiada nas tomadas de decisão permite a promoção de iniciativas que conduzam à participação dos enfermeiros em formações/<em>workshops</em> relacionados com inteligência emocional (Soriano-Vázquez, 2023; Catalão et al., 2024), a gestão de stresse e o autocuidado no trabalho (Lopes et al., 2022); a gestão de conflitos (Soriano-Vázquez, 2023), de forma que os profissionais sejam capazes de identificar ferramentas úteis no reconhecimento dos seus limites, sinais de exaustão laboral e estratégias para lidar com situações de stresse. Também a disponibilização de apoio pela psicologia com consultas gratuitas para os profissionais podem ser uma alternativa, assim como a criação de grupos de terapia de pares em que os profissionais possam partilhar as suas preocupações e desafios do dia-a-dia (Carbone et al., 2022; Sanz et al, 2024). Aliado ao acima mencionado, não se deve ignorar o mais recente conceito em gestão, muito abordado atualmente: a felicidade organizacional, considerada como uma ferramenta de gestão dos tempos modernos. Bakker e Oerlemans (2011) definiu-a como uma abordagem multifacetada em que o trabalhador se encontra satisfeito com a sua atividade profissional, sentindo de forma consistente emoções positivas (como alegria e felicidade) e, mais raramente, emoções negativas (como tristeza e raiva). As novas orientações para a colaboração defendem a promoção do diálogo entre os profissionais e as suas chefias, num ambiente de confiança, cooperação, respeito mútuo e de valorização profissional. É fundamental que o colaborador se sinta ouvido pelo seu gestor e que participe nos processos de tomada de decisão, principalmente quando estes o envolvem diretamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para se implementarem ambientes de felicidade é necessário recorrer-se a estratégias de prevenção do <em>burnout</em>, envolvendo todos os <em>stakeholders</em>. Para tal, torna-se importante que os enfermeiros gestores e cada elemento das equipas participem ativamente nas revisões de políticas institucionais internas e que cultivem uma cultura de valorização e reconhecimento do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podem-se abordar estratégias mais práticas e que envolvem as hierarquias superiores, mas que ajudam a diminuir a sobrecarga sobre os trabalhadores, como é o exemplo da revisão do número de enfermeiros nas equipas, melhorando o rácio enfermeiro-doente e, consequentemente, diminuindo a sobrecarga sobre os profissionais e o desgaste físico e emocional dos mesmos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente, também a gestão de conflitos pelo enfermeiro chefe deve ser entendida de uma forma positiva e construtiva, não devendo ser evitada ou ignorada. Temas como a cooperação, o trabalho em equipa e a partilha de conhecimentos são fulcrais para a promoção de um ambiente acolhedor no espaço laboral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O enfermeiro gestor desempenha um papel central na prevenção do <em>burnout</em> nas suas equipas. Cabe-lhe promover o bem-estar laboral, recorrendo a estratégias como: <em>teambuilding</em>, atividades ao ar livre e de mindfulness, bem como <em>workshops</em> sobre inteligência emocional, gestão do stresse, gestão de conflitos, autocuidado no trabalho e programas de formação contínua. Deve, igualmente, manter-se atento a sinais precoces de <em>burnout</em>, promovendo diálogos abertos e pequenas reuniões que permitam ao trabalhador sentir-se ouvido, valorizado e envolvido nos processos de tomada de decisão. A adequação dos postos de trabalho às características individuais dos enfermeiros e o ajuste dos rácios são também fatores fundamentais para reforçar a motivação laboral.<br>Torna-se, assim, cada vez mais evidente a necessidade de envolver os enfermeiros da prática, os enfermeiros gestores e os superiores hierárquicos das instituições de saúde na construção de políticas de gestão que priorizem a saúde física e mental das equipas de enfermagem, contribuindo, em última análise, para a melhoria da qualidade dos cuidados prestados aos utentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Bakker, A., &amp; Oerlemans, W. G. M. (2011). Subjective well-being in organizations. In K. S. Cameron &amp; G. M. Spreitzer (Eds.), <em>The Oxford handbook of positive organizational scholarship</em> (pp. 178–189). Oxford University Press. <a href="https://doi.org/10.13140/2.1.1145.4723">https://doi.org/10.13140/2.1.1145.4723</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Birchal, F. F. S. &amp; Vilela, C. (2012). Um estudo sobre o modelo de liderança situacional de Paul Hersey e Kenneth Blanchard em uma empresa brasileira de pequeno porte. <em>In </em><em>Book of Proceedings – Tourism and Management Studies International Conferenc</em>e, 462-478. Algarve, Portugal: ESGHT, Universidade do Algarve. <a href="https://www.tmstudies.net/plugins/generic/pdfJsViewer/pdf.js/web/viewer.html?file=https%3A%2F%2Fwww.tmstudies.net%2Findex.php%2Fectms%2Farticle%2Fdownload%2F437%2F735%2F1920">https://www.tmstudies.net/plugins/generic/pdfJsViewer/pdf.js/web/viewer.html?file=https%3A%2F%2Fwww.tmstudies.net%2Findex.php%2Fectms%2Farticle%2Fdownload%2F437%2F735%2F1920</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Borges, E. M. N., Queirós, C. M. L., Abreu, M. S. N., Mosteiro-Diaz, M. P., Baldonedo-Mosteiro, M., Baptista, P. C. P. … Silva, S. M. (2021). Burnout among nurses: a multicentric comparative study. <em>Revista Latino-Americana de Enfermagem</em>, 29, 3432-3441. <strong>DOI: </strong>10.1590/1518-8345.4320.3432</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Bruyneel, A., Bouckaert, N., Noordhout, C. M., Detollenaere, J., Kohn, L., Pirson, M. … Van den Heede, K. (2023). Association of burnout and intention-to-leave the profession with work environment: A nationwide cross-sectional study among Belgian intensive care nurses after two years of pandemic. <em>International Journal of Nursing Studies</em>, 137, 1-9. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0020748922002140?via%3Dihub">https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0020748922002140?via%3Dihub</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Carbone, R., Ferrari, S., Callegarin, S., Casotti, F., Turina, L., Artioli, G., &amp; Bonacaro, A. (2022). Peer support between healthcare workers in hospital and out-of-hospital settings: a scoping review. <em>Acta Biomed</em>, <em>93</em>(5). <strong>DOI:</strong> 10.23750/abm.v93i5.13729.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Catalão, M.J., Carrajola, N., Gomes, B., &amp; Silva, R. (2024). O impacto da inteligência emocional no cuidar do enfermeiro em cuidados intensivos: revisão integrativa da literatura. <em>Revista de Investigação &amp; Inovação em Saúde, 7</em>(3), 1-12. <a href="https://doi.org/10.37914/riis.v7i3.352">https://doi.org/10.37914/riis.v7i3.352</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Dall’Ora, C., Ball, J., Reinius, M., &amp; Griffiths, P. (2020). Burnout in nursing: a theoretical review<em>. Human Resources for Health</em>, <em>18</em>(41), 1-17. <a href="https://doi.org/10.1186/s12960-020-00469-9">https://doi.org/10.1186/s12960-020-00469-9</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Felgueiras, F., &amp; Silva, P. (2023). Burnout nos Enfermeiros. <em>Açoriano Oriental</em>. <a href="https://www.ordemenfermeiros.pt/media/28549/26_03_2023-21848-p%C3%A1gina-1-geral.pdf">https://www.ordemenfermeiros.pt/media/28549/26_03_2023-21848-p%C3%A1gina-1-geral.pdf</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Hsu, H. C., Lee, H. F., Hung, H. M., Chen, Y. L., Yen, M., Chiang, H. Y. … Mu, P. F. (2024). Effectiveness of Individual-Based Strategies to Reduce Nurse Burnout: An Umbrella Review. <em>Journal of Nursing Management</em>, 2024, 1-13. <strong>DOI:</strong> 10.1155/2024/8544725</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Lopes J., Patrício, A., Lopes, D., Duarte, M., &amp; Gomes, J.&nbsp;(2022). Estratégias de Prevenção do&nbsp;<em>Burnout</em>&nbsp;nos Enfermeiros – Revisão da Literatura. <em>Revista Portuguesa de Saúde Ocupacional online</em>, <em>13</em>, 1-15. <strong>DOI:</strong> 10.31252/RPSO.04.06.2022</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Maslach, C., Jackson, S.E., &amp; Leiter, M.P. (2016). <em>Maslach Burnout Inventory Manual</em>. California. <a href="https://pt.scribd.com/document/668951451/Maslach-Manual-Burnout"></a><a href="https://pt.scribd.com/document/668951451/Maslach-Manual-Burnout">https://pt.scribd.com/document/668951451/Maslach-Manual-Burnout</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Organização Mundial da Saúde. (2025). <em>State of the world’s nursing: Investing in education, jobs, leadership and service delivery</em>. (Ed.). Geneva. <a href="https://www.who.int/publications/i/item/9789240110236">https://www.who.int/publications/i/item/9789240110236</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Pita, G. S., Assis, P. C., Rios, A. C. M., Gomes, I. R., &amp; Silva, R. C. S. (2023). Síndrome de Burnout nos trabalhadores de saúde: uma revisão bibliográfica. <em>Brazilian Journal of Health Review</em>, 6(5), 25770-25776. <strong>DOI:</strong> 10.34119/bjhrv6n5-563</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Rocha, A., Costeira, C., Barbosa, R., Gonçalves, F., Castelo-Branco, M., Viana, J., Gaudêncio, M., &amp; Ventura, F. (2025) Burnout protective patterns among oncology nurses: a cross-sectional study using machine learning analysis. <em>BMC Nursing</em>, <em>24</em>(1): 805. <strong>DOI:</strong> 10.1186/s12912-025-03277-5.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Sanz, S., Valiente, C., Espinosa, R., &amp; Trucharte, A. (2024). Psychological Group Interventions for Reducing Distress Symptoms in Healthcare Workers: A Systematic Review. <em>Clin Psychol Psychother</em>, <em>31</em>.&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1002/cpp.2980">https://doi.org/10.1002/cpp.2980</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Saritha, S.R., &amp; Mukherjee, U. (2024). Happiness at Workplace – A Systematic Literature Review. <em>International Journal of Research in Engineering, Science and Management, 7</em>(5), 38-44. <strong>DOI:</strong> 10.5281/zenodo.11180911</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Soriano-Vázquez, I., Cajachagua, M.C., &amp; Morales-García, W.C. (2023). Emotional intelligence as a predictor of job satisfaction: the mediating role of conflict management in nurses. <em>Frontiers in Public Health 11</em>. <strong>DOI:</strong> 10.3389/fpubh.2023.1249020</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">STADA Arzneimittel AG. (2022). STADA Health Report 2022. <a href="https://www.stada.com/media/7197/health-report-2022_final.pdf">https://www.stada.com/media/7197/health-report-2022_final.pdf</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Organização Mundial da Saúde (2022).&nbsp;<em>International Classification of Diseases Eleventh Revision (ICD-11)</em>. Organização Mundial da Saúde. <a href="https://icd.who.int/browse/2025-01/mms/en">https://icd.who.int/browse/2025-01/mms/en</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Wienclaw, R. A. (2021). <em>Teams and team building</em>. EBSCO Research Starters. <a href="https://www.ebsco.com/research-starters/sociology/teams-and-team-building">https://www.ebsco.com/research-starters/sociology/teams-and-team-building</a></p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/opiniao/o-papel-do-enfermeiro-gestor-na-prevencao-do-burnout-nas-suas-equipas/">O papel do Enfermeiro Gestor na prevenção do burnout nas suas equipas</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Enfermagem em Saúde Escolar: uma área insubstituível</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/opiniao/enfermagem-em-saude-escolar-uma-area-insubstituivel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2025 12:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalenfermeiro.pt/?p=216094</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Enfermagem em Saúde Escolar tem sido, ao longo de mais de um século, um pilar silencioso da saúde pública em Portugal. Entre a escola e a comunidade, os enfermeiros transformam políticas em ação, respondem a desafios emergentes e afirmam a promoção da saúde como um verdadeiro projeto social e educativo. Leia o artigo de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/opiniao/enfermagem-em-saude-escolar-uma-area-insubstituivel/">Enfermagem em Saúde Escolar: uma área insubstituível</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Enfermagem em Saúde Escolar tem sido, ao longo de mais de um século, um pilar silencioso da saúde pública em Portugal. Entre a escola e a comunidade, os enfermeiros transformam políticas em ação, respondem a desafios emergentes e afirmam a promoção da saúde como um verdadeiro projeto social e educativo. Leia o artigo de opinião de Pedro Melo, professor adjunto na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Porto e coordenador do Livro “Enfermagem em Saúde Escolar”, publicado pela Lidel Editora em 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A História da Enfermagem em Saúde Escolar em Portugal é, em si mesma, um testemunho da evolução da saúde pública e da educação: desde a criação dos Centros de Medicina Pedagógica em 1901, que procuravam responder não só às necessidades das crianças, mas também das famílias carenciadas, onde a figura das enfermeiras visitadoras (especialistas em Saúde Pública) eram ponte entre as famílias, comunidades escolares e Estado; até aos dias de hoje, em que a Enfermagem tem sido decisiva para garantir que a escola não é apenas um espaço de instrução, mas também de promoção da saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo do século XX e XXI, diversos Programas Nacionais de Saúde Escolar (PNSE) foram publicados, reforçando o papel da escola como espaço privilegiado de intervenção em saúde, consolidando a articulação entre educação e saúde. O mais recente (publicado em 2015), integra eixos estruturantes de uma Saúde Escolar orientada para problemáticas contemporâneas. Aguarda-se a publicação do Programa Nacional de Saúde Escolar mais recente, com expetativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quaisquer Programas de Saúde não seriam exequíveis sem a intervenção sistemática e qualificada dos/as enfermeiros/as, que transformam orientações políticas em práticas concretas, no caso do PNSE, junto das comunidades escolares. A Enfermagem em Saúde Escolar envolve diferentes especialidades de Enfermagem, que se complementam para responder às múltiplas necessidades das crianças, dos jovens e da comunidade escolar. Esta diversidade é a chave para garantir cuidados integrais e integrados nas diferentes áreas prioritárias de intervenção. Entre todas as especialidades, a Enfermagem de Saúde Comunitária e de Saúde Pública assume um papel central: assegura que os projetos desenvolvidos em contexto escolar são enformados pelo Planeamento em Saúde – só assim se garante que os cuidados prestados não são fragmentados, mas sim parte de uma estratégia coerente e sustentável, que acrescenta valor à comunidade educativa e reforça a segurança e a qualidade dos cuidados – e garante que a Saúde Escolar não é confundida apenas com a saúde das crianças e jovens, mas que assume a comunidade escolar como unidade de cuidados, de uma forma sistémica, potenciando o empoderamento comunitário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num tempo em que a escola é cada vez mais chamada a responder a desafios complexos – da saúde mental ao impacto das desigualdades sociais –, a Enfermagem em Saúde Escolar revela-se insubstituível. Não apenas porque permite uma resposta de proximidade e segura a problemas de saúde, mas sobretudo porque promove competências de vida, autonomia e cidadania. É uma prática que transcende o ato clínico e se afirma como projeto social e educativo. Diria mesmo que é na Enfermagem que se encontra o grande potencial para a Promoção da Saúde, mais do que apenas da prevenção da doença, tornando o processo de cuidados mais salutogénico e que a qualidade dos cuidados de Enfermagem seja uma área fundamental na Governação Clínica no contexto do SNS – com relevância para as Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC) e as Unidades de Saúde Pública (USP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos estes pressupostos são explorados no livro publicado em 2025 pela Lidel, <em>Enfermagem em Saúde Escolar</em>, que se revela como referência nacional e internacional nesta área de cuidados. A partir das vendas deste livro, espera-se atribuir anualmente o Prémio de Boas Práticas em Enfermagem de Saúde Escolar Pedro Melo pela Associação Nacional de UCC- AUCC, valorizando, assim, a qualidade dos projetos desenvolvidos nesta área em Portugal.</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/opiniao/enfermagem-em-saude-escolar-uma-area-insubstituivel/">Enfermagem em Saúde Escolar: uma área insubstituível</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Projeto PASSiON Care: equipa aposta na reabilitação digital de pessoas em tratamento oncológico</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/projeto-passion-care-equipa-aposta-na-reabilitacao-digital-de-pessoas-em-tratamento-oncologico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 12:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalenfermeiro.pt/?p=216091</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Projeto PASSiON Care nasce de uma visão partilhada entre Enfermagem, ciência e tecnologia: promover uma reabilitação mais ativa, personalizada e digital para pessoas em tratamento de quimioterapia. A investigação decorre na ULS Gaia/Espinho e é conduzida pela enfermeira e doutoranda em Ciências de Enfermagem Anabela Amarelo, no âmbito do Programa Doutoral em Ciências de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/projeto-passion-care-equipa-aposta-na-reabilitacao-digital-de-pessoas-em-tratamento-oncologico/">Projeto PASSiON Care: equipa aposta na reabilitação digital de pessoas em tratamento oncológico</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Projeto PASSiON Care nasce de uma visão partilhada entre Enfermagem, ciência e tecnologia: promover uma reabilitação mais ativa, personalizada e digital para pessoas em tratamento de quimioterapia. A investigação decorre na ULS Gaia/Espinho e é conduzida pela enfermeira e doutoranda em Ciências de Enfermagem <strong>Anabela Amarelo</strong>, no âmbito do Programa Doutoral em Ciências de Enfermagem do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A equipa de orientação é liderada por Carla Sílvia Fernandes, docente da Escola Superior de Saúde de Viana do Castelo (ESSCVP), presidente da Associação ADITGames e investigadora na área da inovação tecnológica em Enfermagem e gamificação aplicada à reabilitação, e por Marta Campos Ferreira, investigadora do INESC TEC, departamento de Engenharia e Gestão Industrial, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), na qualidade de co-orientadora, especialista em desenvolvimento tecnológico e interação humano-computador, reforçando a componente digital e de engenharia do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PASSiON Care centra-se na reabilitação ativa de pessoas com doença oncológica durante a quimioterapia, em especial daquelas em risco de neuropatia periférica induzida pela quimioterapia (NPIQ), uma complicação que afeta a sensibilidade, o equilíbrio e a funcionalidade das mãos e pés, comprometendo significativamente a qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em desenvolvimento e fases de testes, a aplicação móvel criada pela equipa, permite programas de exercício físico personalizados e interativos, concebidos para estimular a adesão, garantir acompanhamento remoto e favorecer o autocuidado durante o tratamento. “O nosso objetivo é que a pessoa, mesmo em plena quimioterapia, possa participar ativamente na sua reabilitação, de forma segura, informada e apoiada profissionalmente”, explica Anabela Amarelo, investigadora do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Carla Sílvia Fernandes, “o PASSiON Care traduz a integração da enfermagem de reabilitação na era digital, reforçando o papel do enfermeiro como agente de inovação, autonomia e transformação no cuidado em Oncologia”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto decorre na ULS Gaia/Espinho e foi admitido na Bolsa de Apoio à Investigação da Iniciativa do Investigador, promovida pelo Consórcio Egas Moniz Health Alliance (EMHA) e pela própria instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o PASSiON Care, esta equipa multidisciplinar pretende redefinir o futuro da reabilitação oncológica, aliando a ciência de Enfermagem, a engenharia e a tecnologia ao serviço da autonomia, funcionalidade e qualidade de vida das pessoas com cancro.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Foto: ULS Gaia/Espinho</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/projeto-passion-care-equipa-aposta-na-reabilitacao-digital-de-pessoas-em-tratamento-oncologico/">Projeto PASSiON Care: equipa aposta na reabilitação digital de pessoas em tratamento oncológico</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sindicato denuncia falta de pagamento de subsídio de Natal a profissionais na ULS de Entre Douro e Vouga</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/sindicato-denuncia-falta-de-pagamento-de-subsidio-de-natal-a-profissionais-na-uls-de-entre-douro-e-vouga/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 12:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalenfermeiro.pt/?p=216088</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Unidade Local de Saúde (ULS) de Entre Douro e Vouga foi alvo de interpelação do Sindicato dos Enfermeiros (SE) após o não pagamento do subsídio de Natal a profissionais com vínculo precário. A lei permite o pagamento até 15 de dezembro, mas exige exigibilidade e proporcionalidade, sublinha o SE liderado por Luís Silva, que [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/sindicato-denuncia-falta-de-pagamento-de-subsidio-de-natal-a-profissionais-na-uls-de-entre-douro-e-vouga/">Sindicato denuncia falta de pagamento de subsídio de Natal a profissionais na ULS de Entre Douro e Vouga</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Unidade Local de Saúde (ULS) de Entre Douro e Vouga foi alvo de interpelação do Sindicato dos Enfermeiros (SE) após o não pagamento do subsídio de Natal a profissionais com vínculo precário. A lei permite o pagamento até 15 de dezembro, mas exige exigibilidade e proporcionalidade, sublinha o SE liderado por Luís Silva, que manifesta “estranheza e indignação” pela situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o sindicato, os restantes profissionais receberam o subsídio juntamente com o vencimento de novembro, pelo que a exclusão dos enfermeiros precários não encontra amparo legal. “A legislação não faz qualquer diferença entre profissionais do quadro e com vínculo precário”, lembra o SE, acrescentando que estes profissionais prestam exatamente os mesmos cuidados e assumem as mesmas responsabilidades laboratoriais e assistenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sindicato exige a regularização imediata dos pagamentos em falta e solicita à administração da ULS um esclarecimento formal e por escrito sobre as razões do incumprimento, sublinhando que, nos termos da legislação vigente, a conduta poderá configurar “uma contraordenação muito grave”. O Sindicato garante intransigência na defesa dos interesses dos enfermeiros e anuncia que acompanhará todos os passos necessários para assegurar o cumprimento da lei e a tutela dos direitos dos profissionais.</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/sindicato-denuncia-falta-de-pagamento-de-subsidio-de-natal-a-profissionais-na-uls-de-entre-douro-e-vouga/">Sindicato denuncia falta de pagamento de subsídio de Natal a profissionais na ULS de Entre Douro e Vouga</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Projeto-piloto com enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica avança nos cuidados de saúde primários</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/projeto-piloto-com-enfermeiros-especialistas-em-saude-materna-e-obstetrica-avanca-nos-cuidados-de-saude-primarios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalenfermeiro.pt/?p=216085</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um projeto-piloto da Ordem dos Enfermeiros vai permitir que enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica assegurem a vigilância da gravidez de mulheres sem equipa de saúde familiar nos cuidados primários. A iniciativa, prevista para arrancar no primeiro trimestre de 2026 na Península de Setúbal e nos concelhos de Amadora e Sintra, surge como resposta [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/projeto-piloto-com-enfermeiros-especialistas-em-saude-materna-e-obstetrica-avanca-nos-cuidados-de-saude-primarios/">Projeto-piloto com enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica avança nos cuidados de saúde primários</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um projeto-piloto da Ordem dos Enfermeiros vai permitir que enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica assegurem a vigilância da gravidez de mulheres sem equipa de saúde familiar nos cuidados primários. A iniciativa, prevista para arrancar no primeiro trimestre de 2026 na Península de Setúbal e nos concelhos de Amadora e Sintra, surge como resposta à crescente ocorrência de partos fora do meio hospitalar e às falhas no acompanhamento pré-natal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação detalhada do modelo teve lugar numa reunião na ULS Almada-Seixal, com a presença da ministra da Saúde Ana Paula Martins, do bastonário da Ordem dos Enfermeiros (OE), Luís Filipe Barreira, do presidente da Comissão Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, Alberto Caldas Afonso, do presidente do Conselho de Administração desta ULS, Pedro Correia Azevedo, da enfermeira diretora, Susana Graúdo, e da enfermeira gestora com responsabilidades no Bloco de Partos da ULSAS, Rosália Marques. Mais de cinquenta especialistas participaram e partilharam constrangimentos do terreno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto estabelece um rácio de um EESMO por 75 mulheres e integra trabalho contínuo com médicos de família, alinhado com normas clínicas e recomendações internacionais. Prevê dez consultas ao longo da gestação, com primeira avaliação entre seis semanas e nove semanas e seis dias, bem como referenciação imediata em situações de risco. A proposta regula competências clínicas dos EESMO, incluindo prescrição de meios complementares de diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Luís Filipe Barreira, esta medida reforça o acesso, a segurança e a continuidade dos cuidados, aproveitando plenamente a capacitação técnica destes profissionais. “A proposta da OE não substitui nem pretende substituir o papel dos médicos, prevendo antes uma articulação permanente entre o enfermeiro especialista e o médico de família, garantindo qualidade, segurança e continuidade dos cuidados”, clarifica o bastonário da OE.</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/projeto-piloto-com-enfermeiros-especialistas-em-saude-materna-e-obstetrica-avanca-nos-cuidados-de-saude-primarios/">Projeto-piloto com enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica avança nos cuidados de saúde primários</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Prémios Valor e Excelência reconhecem personalidades da enfermagem</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/premios-valor-e-excelencia-reconhecem-personalidades-da-enfermagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 11:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalenfermeiro.pt/?p=216082</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Ordem dos Enfermeiros distinguiu, a 3 de dezembro, profissionais e projetos na área da enfermagem com a entrega dos Prémios Valor e Excelência, numa cerimónia integrada na IV Convenção Internacional dos Enfermeiros e II Encontro de Enfermeiros Gestores Os Prémios Valor e Excelência da Ordem dos Enfermeiros distinguem, anualmente, profissionais e instituições que se [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/premios-valor-e-excelencia-reconhecem-personalidades-da-enfermagem/">Prémios Valor e Excelência reconhecem personalidades da enfermagem</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Ordem dos Enfermeiros distinguiu, a 3 de dezembro, profissionais e projetos na área da enfermagem com a entrega dos Prémios Valor e Excelência, numa cerimónia integrada na IV Convenção Internacional dos Enfermeiros e II Encontro de Enfermeiros Gestores</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Prémios Valor e Excelência da Ordem dos Enfermeiros distinguem, anualmente, profissionais e instituições que se destacam pelo seu contributo em diferentes categorias, designadamente, a valorização da enfermagem, inovação, qualidade dos cuidados, ética, investigação, docência e liderança em saúde.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Vencedores de Prémios Valor e Excelência 2025</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Menção Honrosa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Maria Lisete de Bruges</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi a primeira enfermeira a obter o grau de Doutoramento na Região Autónoma dos Açores. A Menção Honrosa é atribuída com base na “natureza pioneira e profundamente contributiva do seu percurso profissional e académico para a valorização da enfermagem em Portugal, em particular na Região Autónoma dos Açores”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Isabel Maria Ribeiro Morais Araújo dos Santos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Enfermeira especialista e uma grande impulsionadora da Enfermagem de Estomaterapia em Portugal, ajudou a criar, em 1998, a Consulta de Enfermagem Estomaterapia, “serviço pioneiro a nível nacional”. Desempenha funções como enfermeira-chefe da Consulta de Estomaterapia no Instituto Português de Oncologia de Coimbra – Francisco Gentil, E.P.E. (IPO Coimbra) e é presidente da Associação Portuguesa de Enfermeiros de Cuidados em Estomaterapia (APECE).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sérgio Janeiro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-presidente do INEM foi distinguido pelo seu contributo para a emergência pré-hospitalar.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Promoção da Enfermagem Portuguesa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Teresa Quintão Pereira</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É enfermeira desde 1965, após concluir o Curso de Enfermagem Geral na Escola Técnica de Enfermeiras. Em 1970, concluiu o curso de Enfermagem Complementar para Secção de Administração na Escola de Ensino de Administração de Enfermagem. Iniciou funções como enfermeira no Instituto Português de Oncologia de Lisboa em 1965, tendo exercido em 1966 funções na Escola Técnica de Enfermeiras até 1969, altura em que lhe foi concedida exoneração, a seu pedido, para frequentar o curso de enfermagem complementar. Participou em diversos grupos de trabalho, nomeadamente: revisão de ensino e exercício de enfermagem obstétrica (1975-1977), revisão das carreiras de enfermagem (1976-1977), estudo da fixação de técnicos de saúde (1977), estudo da assistência ao parto (1978), estudo de criação de uma comissão de educação permanente em enfermagem (1978-1979). Em 1980, foi destacada, sem prejuízo das suas funções de técnica de enfermagem, para prestar apoio técnico ao Gabinete do Secretário de Estado da Saúde. Em 1994, foi nomeada, em comissão de serviço, para exercer funções de vogal do Conselho de Administração da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. Integrou a Comissão Instaladora da Ordem dos Enfermeiros (1998-1999) e presidiu à Mesa da Assembleia Geral no 1.º Mandato (1999-2003).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Viviana Pinto</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mestre e enfermeira especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica na área de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica desde 2024, com Pós-Graduação em Instrumentação e Anestesia, Curso de Especialização em Viabilidade Tecidular e Cuidados à Pessoa com Ferida e Pós-Graduação em Administração e Gestão de Unidades de Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exerceu funções no Reino Unido, regressando a Portugal em 2015 para iniciar funções na Cirurgia Cardiotorácica, no Hospital de São João.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Integra o Conselho da European Wound Management Association (EWMA), desde 2024, fazendo parte do grupo AMS (Antimicrobial Stewardship) e lidera o projeto do “Surgical Site Complications” a nível global e está no grupo de trabalho e investigação da “Surgical Wound”. Foi recentemente nomeada Chair do “Sustainability-Environment Board” &#8211; Comité Executivo da International Society for Pediatric Wound Care (ISPeW).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em parceria com enfermeiros do mesmo Serviço, da Cardiologia e da Medicina Intensiva, está a desenvolver protocolos de gestão da ferida complexa e prevenção de complicações em ferida após implantação de dispositivos de assistência ventricular e também protocolos de Consulta de Enfermagem pré e pós-operatória, contribuindo para a recuperação mais célere do doente, com altas precoces.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Investigação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Bruno Magalhães</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Professor coordenador na ESS da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e investigador da RISE-Health Research Network, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. É também investigador do Centro Académico e Clínico de Trás-os-Montes e Alto Douro (CACTMAD) e investigador da Unidade de Investigação em Enfermagem Oncológica do Centro de Investigação do IPO Porto (CI-IPOP). Fundador e presidente da Assembleia-Geral da Associação Portuguesa de Enfermagem Oncológica (AEOP).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pedro Lucas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É professor coordenador do Departamento de Administração em Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa e coordenador do Departamento de Administração em Enfermagem. É também investigador e membro do Conselho Científico do Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento da Enfermagem de Lisboa (CIDNUR), da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa; tem uma vasta experiência docente e na orientação de alunos de Mestrado de Gestão em Enfermagem e de Doutoramento em Enfermagem da Universidade de Lisboa/ESEL.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Empreendedorismo e Inovação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Consulta de Gravidez de Baixo Risco da ULS de Loures-Odivelas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma “iniciativa pioneira em que os enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica asseguram, de forma autónoma, o seguimento de grávidas de baixo risco”. Esta consulta reduziu os tempos de espera, garantindo um “acompanhamento próximo e seguro” durante toda a gestação. O resultado é um passo “muito importante” na modernização dos cuidados de obstetrícia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Projeto “Maternidade mais Próxima” da ULS do Alto Alentejo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto, implementado a 3 de julho de 2024, tem como principal objetivo promover a integração de cuidados e a interdisciplinaridade, aproximar os cuidados de saúde da comunidade, contribuir para a satisfação das utentes, otimizar os recursos existentes na Maternidade da ULSAALE e divulgar os seus resultados em reuniões e publicações científicas. A metodologia baseia-se na organização de consultas de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (EESMO) a grávidas de baixo risco e a puérperas. As atividades do projeto incluem a consulta de enfermagem de gravidez de baixo risco (para grávidas sem médico de família), a consulta de termo a partir das 36 semanas, a consulta de follow-up do puerpério e a consulta de enfermagem de puerpério para puérperas sem médico de família atribuído.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Boas práticas em Gestão e Assessoria</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ana Luísa Bastos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, frequenta o doutoramento em Ciências de Enfermagem no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (ICBAS, 2024-2028), prosseguindo uma trajetória de formação contínua e de liderança no âmbito da gestão e direção em enfermagem. Atualmente exerce funções como enfermeira gestora do Serviço de Pediatria da ULS Alto Ave (ULSAAVE), cargo que ocupa desde janeiro de 2024, quando deixou a função de enfermeira diretora do Hospital Senhora da Oliveira – Guimarães, E.P.E. (HSOG), função que desempenhou entre outubro de 2018 e janeiro de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como enfermeira diretora do Hospital Senhora da Oliveira (2018–2024), “distinguiu-se pela capacidade de planeamento estratégico, gestão de mudança e liderança de equipas multidisciplinares, assegurando uma prática de enfermagem alinhada com os mais elevados padrões de qualidade e segurança”. Sob a sua direção, foram implementadas políticas de otimização de recursos humanos e assistenciais, integração de práticas baseadas na evidência, e fortalecimento da cultura organizacional centrada no doente e na família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É docente em várias instituições do ensino superior na área da gestão dos serviços de enfermagem, como a ESEP e a Escola da Cruz Vermelha Portuguesa. Tem participado ativamente em órgãos associativos e científicos, integrando desde 2014 os órgãos sociais da Associação Portuguesa de Enfermeiros Gestores e Liderança (APEGL).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Teresa Dotti</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É enfermeira especialista em Enfermagem de Reabilitação, com competência acrescida avançada em Gestão, pós-licenciatura de especialização em Enfermagem de Reabilitação (ESEMFR). É enfermeira gestora aposentada, tendo desempenhado funções de gestão e de direção no Hospital Pulido Valente, da Unidade Local de Saúde de Santa Maria, E. P. E.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi distinguida com o Prémio de Mérito na área da gestão, em reconhecimento pela sua “carreira exemplar e pelo impacto distintivo que exerceu no desenvolvimento e qualificação da enfermagem e dos enfermeiros, no Hospital Pulido Valente”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo do seu percurso profissional, esta enfermeira demonstrou “qualidades notáveis de liderança, visão estratégica e compromisso inabalável com a melhoria contínua dos cuidados de saúde baseada na evidência”. Além das suas competências técnicas e organizacionais, distinguiu-se também pela sua ação formadora e pelo empenho no desenvolvimento profissional contínuo dos enfermeiros sob a sua supervisão, contribuindo de forma significativa para a valorização e afirmação da profissão.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Ética e Deontologia em Enfermagem</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Maria de Lurdes Martins</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Concluiu o doutoramento em Enfermagem em 2010 pela Universidade Católica Portuguesa, mestrado em Ética e Teologia da Saúde em 1999 pela Universidade Católica Portuguesa e licenciatura em Curso de Especialidade em Enfermagem Médico-cirúrgica em 1994 pela Escola Superior de Enfermagem de Lisboa. É professora auxiliar no Instituto Ciências da Saúde. É membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, em representação da Ordem dos Enfermeiros.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Docência e Formação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Clementina Morna</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Formada em 1981 pela Escola Superior de Enfermagem de S. José de Cluny, iniciou funções no Centro de Saúde da Calheta, Direção Regional de Saúde Pública da Região Autónoma da Madeira (RAM). Após um ano exerceu funções como enfermeira no Serviço de Medicina IV &#8211; B do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Em 1983, regressa à Madeira e é convidada a integrar o corpo docente da Escola Superior de Enfermagem de São José de Cluny, onde lecionou o curso de licenciatura em enfermagem; fez parte do Conselho Pedagógico até ao ano 2000, data em que transita para a Escola Superior de Saúde da Universidade da Madeira, onde permanece até à atualidade como professora adjunta. Um percurso de mais de quatro décadas de enorme contributo na formação de enfermeiros na RAM.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Helena José</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É professora e tem pós-graduação em Leadership Program pela London School of Economics and Political Science. Doutorada em Enfermagem pela Universidade de Lisboa, é mestre em Comunicação em Saúde pela Universidade Aberta e especialista em Cuidados de Enfermagem Médico-Cirúrgica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi-lhe ainda reconhecido o doutoramento em Angola, pelo INAREES, Instituto Nacional de Avaliação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior, tendo obtido o Certificado de pós-graduação em ensino à distância pela Universidade Internacional de La Rioja. É presidente da Escola Superior de Saúde Atlântica, presidente do Conselho de Enfermagem Médico-Cirúrgica da Ordem dos Enfermeiros, professora associada da Escola Superior de Saúde Atlântica, e diretora do Mestrado em Cuidados de Enfermagem Médico-Cirúrgicos, para Pessoas com Doença Crónica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Maria da Conceição Bento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Professora desde 1989 na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, instituição que presidiu durante 12 anos. Impulsionou a investigação e a qualidade da formação em enfermagem. Integrou o Conselho Nacional de Saúde, contribuindo para reformas na saúde, e representou Portugal em organizações internacionais, promovendo a excelência do ensino.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Prestação de Cuidados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Consulta de Estomaterapia do IPO de Lisboa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cláudia Silva e Sandra Paranhos lideram esta consulta desde 2008, acompanhando o doente antes e após a cirurgia com o objetivo de lhe proporcionar autonomia e qualidade de vida. Demonstram como a técnica, aliada à humanização, pode transformar positivamente a experiência de cuidados de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Centro Geriátrico de Oliveira de Azeméis da ULS de Entre Douro e Vouga</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A região de Entre Douro e Vouga apresenta um índice de envelhecimento de 207 idosos com 65 ou mais anos por cada 100 jovens, um dos mais elevados do país. Esta realidade demográfica traduz-se numa pressão crescente sobre os serviços de saúde, particularmente nos serviços de urgência, onde se observa um aumento significativo de doentes idosos com múltiplas patologias crónicas, dependência funcional e situações de vulnerabilidade social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até junho de 2024, o Hospital de Oliveira de Azeméis (HOA) assumia, sobretudo, um papel de retaguarda no internamento de doentes em espera de resolução social – uma função que se revelou ineficiente, com internamentos prolongados e subutilização de recursos clínicos. Dessa necessidade emergiu o Centro Geriátrico do Hospital de Oliveira de Azeméis (CGHOA), um “projeto pioneiro” a nível nacional no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS), concebido para oferecer cuidados multiprofissionais especializados, numa abordagem holística e integrada ao idoso hospitalizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Centro integra duas valências principais: a Unidade Geriátrica Aguda e a Unidade de Ortogeriatria, totalizando 36 camas — 30 destinadas a patologia geriátrica aguda e seis vocacionadas para doentes com fraturas do colo do fémur e outras condições ortopédicas associadas à fragilidade. Dispõe ainda de um ginásio de reabilitação, consultas externas de Geriatria, gabinetes de avaliação funcional e cognitiva, e espaços terapêuticos adaptados à estimulação física e social dos utentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A equipa multiprofissional é composta por médicos internistas e geriatras, enfermeiros, enfermeiros especialistas em reabilitação e saúde mental, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e assistentes sociais, contando ainda com o apoio de especialidades como cardiologia, neurologia, psiquiatria, ortopedia e farmacologia clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ULS EDV e o Ministério da Saúde encaram o CGHOA como o “embrião da geriatria no SNS”, perspetivando a criação de um Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) de Geriatria, modelo que se prevê replicar noutras unidades hospitalares do país, designadamente em hospitais de média dimensão, como São João da Madeira, Feira e Espinho.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Contextos Clínicos Acreditados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A acreditação da idoneidade formativa assegura que os enfermeiros em formação desenvolvem competências em contextos que promovem a segurança, a supervisão qualificada e a integração entre a prática, o ensino e a investigação. Este processo, em desenvolvimento por todo o país, é uma prioridade da Ordem dos Enfermeiros e um “instrumento essencial para a qualidade da formação e o prestígio da profissão. Distinguimos com este prémio os primeiros contextos acreditados”:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neurologia A – ULS de Coimbra &#8211; José Ferreira e Berta Augusta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neurologia B – ULS de Coimbra &#8211; Sérgio Abrunheira e Liliana Pinto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neurologia C – Unidade AVC &#8211; ULS de Coimbra &#8211; M.ª do Céu Diogo Nunes e Catarina Duarte Fernades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Serviço de Urgência de Guimarães – ULS do Alto Ave &#8211; Joaquim Rocha e Marisa Fernandes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Serviço de Urgência Básica &#8211; ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro – Fernanda Silva e sua equipa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Unidade de Cuidados Intensivos Cardíacos – ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro &#8211; Teresa Pires e equipa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hospitalização Domiciliária – ULS do Tâmega e Sousa – Lídia Rodrigues e Luís Rebelo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SUB Amarante da ULS do Tâmega e Sousa &#8211; Alcina Barreira e equipa.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Prémio de enfermeiro do ano</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Enfermeiros da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este prémio distingue o trabalho coletivo de centenas de enfermeiros que, em todo o país, asseguram cuidados próximos e humanizados às pessoas mais vulneráveis. Através da sua ação diária, garantem transições seguras, promovendo reabilitação, conforto e dignidade. O prémio é atribuído aos coordenadores das equipas coordenadoras regionais da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados: enfermeiros Fernando Roques, Fernanda Faleiro, Manuel Oliveira, Emília Fradique e Fernando Cruz.</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/premios-valor-e-excelencia-reconhecem-personalidades-da-enfermagem/">Prémios Valor e Excelência reconhecem personalidades da enfermagem</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Apelo à Participação Massiva das Mulheres. Um Compromisso de Todos para Salvar Vidas</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/opiniao/apelo-a-participacao-massiva-das-mulheres-um-compromisso-de-todos-para-salvar-vidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 11:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalenfermeiro.pt/?p=216079</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os membros da Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) Ana Paula Vasconcelos e José Carlos Marques destacam a importância do rastreio nacional do cancro da mama. Os especialistas em Radiologia e Imagiologia mamária enfatizam que o sucesso do programa de rastreio depende de um esforço coletivo, incluindo a participação da sociedade civil e o incentivo dos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/opiniao/apelo-a-participacao-massiva-das-mulheres-um-compromisso-de-todos-para-salvar-vidas/">Apelo à Participação Massiva das Mulheres. Um Compromisso de Todos para Salvar Vidas</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Os membros da Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) Ana Paula Vasconcelos e José Carlos Marques destacam a importância do rastreio nacional do cancro da mama. Os especialistas em Radiologia e Imagiologia mamária enfatizam que o sucesso do programa de rastreio depende de um esforço coletivo, incluindo a participação da sociedade civil e o incentivo dos profissionais de saúde. A SPS defendeu o alargamento da faixa etária para o rastreio, que agora inclui mulheres dos 45 aos 74 anos, notando também a introdução progressiva da tomossíntese como método primário de rastreio, devido à sua maior acuidade diagnóstica e capacidade de reduzir falsos positivos. Leia o artigo de opinião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do Outubro Rosa, mês dedicado à prevenção do cancro da mama, reforçamos a importância vital do rastreio nacional, sendo importante louvar e chamar a atenção para as medidas que visam tornar o acesso a este programa nacional ainda mais equitativo e eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, com base na evidência e discussão científicas decorridas nos seus eventos, a Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) tem defendido o alargamento etário do rastreio ao cancro da mama. De forma reiterada indicou e propôs o seu alargamento, passando a incluir os grupos dos 45 aos 49 e também dos 70 aos 74, fundamentada em estudos internacionais como o UK Age trial e o Pan Canadian American, e em consonância com outras das sociedades científicas europeias e americanas. Também as European Guidelines on Breast Cancer Screening and Diagnosis reviu e alargou os grupos etários, em 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É com grande satisfação que vemos concretizada a norma da Direção-Geral da Saúde (DGS) que veio corresponder à nossa posição de alargamento, desde janeiro de 2025. Com esta medida, a faixa etária elegível para o rastreio foi alargada dos 45 aos 74 anos, um passo crucial para garantir um acesso mais abrangente e contribuir para a redução da mortalidade e a melhoria do diagnóstico precoce.<br>Esta norma prevê igualmente outras alterações, como a introdução e implementação progressiva da tomossíntese como método primário de rastreio, melhorando a acuidade diagnóstica. Em 2022, na publicação do X Consenso Nacional de Cancro da Mama, produzido pelos grupos de peritos da SPS, já as recomendações de rastreio e diagnóstico precoce estabelecem que a mamografia demonstrou ser um método de rastreio eficaz, efetivo e eficiente na redução da mortalidade por cancro da mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um avanço significativo é a introdução progressiva da tomossíntese como método primário de rastreio. Estudos demonstraram um aumento da taxa de deteção de cancro da mama com a aplicação da tomossíntese, contribuindo para a redução de falsos positivos e de biópsias negativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fora do âmbito do rastreio organizado de base populacional e nas mulheres com mais de 40 anos, idade a partir da qual se verifica um aumento da incidência do cancro da mama, os especialistas recomendam a realização de mamografia, preferencialmente tomossíntese associada a imagem sintetizada, complementada por ecografia, dado que esta associação permite um aumento da taxa de deteção de cancro da mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entender da SPS, é também importante que as mulheres sejam informadas sobre o seu padrão de densidade mamária, pois esta afeta a deteção do cancro. O rastreio do cancro da mama tem como objetivo detetar lesões malignas antes do aparecimento de sintomas, permitindo um diagnóstico e tratamento precoces, com impacto direto na redução da mortalidade, aumento da esperança e melhoria da qualidade de vida, e redução do recurso a tratamentos agressivos e invasivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Serviço Nacional de Saúde estabelece que o rastreio se destina a mulheres sem sinais nem sintomas de doença mamária, com idade entre os 45 e os 74 anos, e inscritas numa unidade de saúde de cuidados de saúde primários. Mesmo sem alterações visíveis ou palpáveis na mama, é crucial realizar a mamografia de 2 em 2 anos a partir dos 45 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sucesso deste programa é, por isso, um esforço coletivo, com a participação da sociedade civil, no seu conjunto, aliada à comunidade de profissionais de saúde. É muito importante que os colegas, nomeadamente da Medicina Geral e Familiar e outros especialistas envolvidos na saúde da mulher, incentivem as mulheres a participar no rastreio, explicando em que consiste e as suas vantagens. Ao fazê-lo, estarão a contribuir diretamente para a deteção precoce de lesões, permitindo tratamentos mais eficazes e menos invasivos, e, em última instância, a salvar vidas e a melhorar significativamente a qualidade de vida das mulheres em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cancro da mama continua a ser o tipo de cancro mais comum entre as mulheres e a principal causa de morte por cancro neste grupo. Pelos dados divulgados pelo Global Cancer Observatory, em 2022, em Portugal registámos cerca de 9 mil novos casos e mais de 2 mil óbitos, números que sublinham a urgência de uma participação massiva das mulheres abrangidas por esta poderosa arma de deteção de novos casos de cancro de mama, permitindo assim um tratamento adequado aumentando, largamente, os prognósticos favoráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A SPS mantém-se atenta às necessidades das mulheres com cancro de mama, dedicando este ano a primeira sessão das suas <a href="https://sps25.spsenologia.pt/web/home.php?lg=1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jornadas Nacionais SPS25</a> à temática do sobrediagnóstico e subdiagnóstico, no dia 9 de outubro, abordando aqui as novas técnicas de imagem e o rastreio individualizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Este artigo de opinião foi escrito por ocasião do mês da prevenção do cancro da mama, o Outubro Rosa.</em></p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/opiniao/apelo-a-participacao-massiva-das-mulheres-um-compromisso-de-todos-para-salvar-vidas/">Apelo à Participação Massiva das Mulheres. Um Compromisso de Todos para Salvar Vidas</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Safety Huddle: Uma estratégia de gestão e segurança para a Enfermagem no Serviço de Urgência</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/opiniao/safety-huddle-uma-estrategia-de-gestao-e-seguranca-para-a-enfermagem-no-servico-de-urgencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 11:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalenfermeiro.pt/?p=216076</guid>

					<description><![CDATA[<p>Num serviço de urgência onde cada decisão influencia vidas, as Safety Huddles afirmam-se como resposta estruturada à pressão crescente. Reforçam a segurança, antecipam riscos e unem equipas, oferecendo à Enfermagem uma via sólida para liderar uma mudança sustentada e elevar a qualidade dos cuidados. Leia o artigo de opinião de Marcelo Azevedo, enfermeiro do Serviço [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/opiniao/safety-huddle-uma-estrategia-de-gestao-e-seguranca-para-a-enfermagem-no-servico-de-urgencia/">Safety Huddle: Uma estratégia de gestão e segurança para a Enfermagem no Serviço de Urgência</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Num serviço de urgência onde cada decisão influencia vidas, as Safety Huddles afirmam-se como resposta estruturada à pressão crescente. Reforçam a segurança, antecipam riscos e unem equipas, oferecendo à Enfermagem uma via sólida para liderar uma mudança sustentada e elevar a qualidade dos cuidados. Leia o artigo de opinião de Marcelo Azevedo, enfermeiro do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica da ULS Oeste &#8211; Unidade Caldas da Rainha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O serviço de Urgência apresenta-se diariamente com constantes desafios relacionados com a gestão de riscos. Os serviços de urgência enfrentam desafios complexos que impactam diretamente a qualidade dos cuidados prestados. Um dos principais problemas é o excessivo fluxo de utentes, levando a uma sobrecarga na prestação dos cuidados e aumento dos tempos de espera, dificultando a gestão eficiente e segura destes ambientes. Este fluxo excessivo está diretamente relacionado com o envelhecimento da população e prevalência de doenças crónicas (Alshareef, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste sentido, questões como aumento do stress, aumento da probabilidade de erros médicos e diminuição da qualidade do atendimento, associados a escassez de recursos humanos e de infraestruturas adequadas, estão diretamente ligados à sobrelotação e dificuldade de gestão, tornando o trabalho multidisciplinar nos serviços de urgências ainda mais exigente e desgastante (Alshareef, 2025; Gama et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de risco não clínico e segurança é uma realidade clara e exige a devida atenção. A prática da <em>Safety Huddle</em> (reuniões breves, organizadas, estruturadas e geralmente multidisciplinares) pode considerar-se uma ferramenta estratégica neste contexto. Caracteriza-se como potenciadora da comunicação, cooperação e colaboração das equipas resultando numa maior segurança dos cuidados, assegurando troca de informação crítica, alinhamento de estratégias e gestão de recursos. Contudo, é uma prática ainda pouco comum da Enfermagem em Portugal, mas com uma boa perspetiva de estudo e aplicabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <em>Safety Huddle</em> ou <em>Briefing</em> de Segurança tem como principal objetivo a informação de vários profissionais e gestores de saúde sobre os riscos existentes e desta forma procurar antecipar, minimizar ou até solucionar os mesmos. É conhecida como sendo uma reunião curta (cinco a 15 minutos) e objetiva, tendo em foco a segurança, os riscos e as estratégias a adotar para a qualidade e proteção dos cuidados (Ghoul et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <em>Safety Huddle</em> é uma prática comum no <em>National Health Service</em> (NHS) do Reino Unido e tem-se revelado como uma ferramenta positivamente impactante na segurança e promoção da consciência de grupo das equipas (Clarke et al., 2023). Também num estudo realizado no Brasil, há evidência de que a implementação de <em>Safety Huddles</em> melhora significativamente várias dimensões da cultura de segurança do doente, comunicação entre profissionais e notificação de eventos adversos (Moraes et al., 2024). Esta tendência global demonstra que a ferramenta é transversal e adaptável, em diferentes realidades de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No atual panorama do Sistema Nacional de Saúde Português, o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2021 &#8211; 2026 (PNSD) adquire uma importância acrescida dada a ocorrência frequente de incidentes relacionados com a segurança durante a prestação de cuidados. A adoção de orientações e ações específicas para mitigar esses incidentes, muitos dos quais podem ser prevenidos, é amplamente reconhecida como promotora de resultados positivos em saúde. Desta forma, investir em políticas de segurança do doente representa uma prioridade estratégica (Despacho n.º 9390/2021, 2021). A <em>Safety Huddle</em> suporta-se em alicerces como gestão, segurança, comunicação, liderança e prevenção, que de acordo com o PNSD constituem grande parte dos pilares que suportam os objetivos estratégicos do mesmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pensa-se que a integração da <em>Safety Huddle</em> nos serviços de saúde portugueses, e especificamente em serviços de urgência é essencial e necessária. Para além de representar uma resposta aos problemas relacionados com a comunicação interdisciplinar e a gestão de risco e segurança, entende-se também como uma estratégia promissora de alinhar a prática de Enfermagem com o PNSD, escalando para ganhos em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pois, a Enfermagem, pela sua posição estratégica e proximidade ao doente, está pronta para liderar esta mudança. Neste âmbito, reconhece-se que as entidades reguladoras da profissão, em particular a Ordem dos Enfermeiros, em articulação com os gestores de saúde de diferentes níveis hierárquicos (operacional e tático), podem ter um papel determinante na promoção e implementação desta ferramenta na prática assistencial quotidiana dos enfermeiros, sobretudo nos serviços de urgência. O <em>benchmarking</em> internacional vem permitir reforçar a ideia de que esta prática fortalece a comunicação, a cultura de segurança e a gestão de risco. Neste sentido, seria essencial o papel destes <em>stakeholders</em> (internos e externos) no apoio institucional, formação e elaboração de diretrizes específicas, para o compromisso com a qualidade e segurança dos cuidados, valorizando práticas colaborativas que promovam uma cultura organizacional de prevenção e melhoria contínua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos enfermeiros, como agentes ativos na construção de uma cultura de segurança, cabe-lhes não só garantir o sucesso da implementação da estratégia de melhoria continua e dinamizá-la, mas também inspirar, incentivar e envolver os restantes elementos da equipa multidisciplinar na sua continuidade. Para que tal aconteça, é fundamental reconhecer gestores que tenham uma liderança acompanhada de ambientes seguros, colaborativos e proativos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, é necessário que a Enfermagem em Portugal não adie mais esta oportunidade, amplie o seu campo de investigação e prática sobre as <em>Safety Huddles</em>, produzindo evidência científica, integrando-as nas rotinas dos serviços de urgência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:&nbsp;</strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Alshareef, A. G. (2025). Challenges facing emergency departments in public hospitals. <em>Edelweiss Applied Science and Technology</em>, <em>9</em>(1), 1119–1128. <a href="https://doi.org/10.55214/25768484.v9i1.4348" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://doi.org/10.55214/25768484.v9i1.4348</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Clark L. (2025). Safety huddles: improving patient safety culture. <em>British journal of nursing (Mark Allen Publishing)</em>, <em>34</em>(7), 356–357. <a href="https://doi.org/10.12968/bjon.2025.0049"></a><a href="https://doi.org/10.12968/bjon.2025.0049" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://doi.org/10.12968/bjon.2025.0049</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Despacho n.º 9390/2021 (2021).<em> Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2021‑2026 (PNSD 2021‑2026)</em>. Diário da República, n.º 187/2021, Série II, 24 de setembro de 2021. <a href="https://dre.pt"></a><a href="https://dre.pt">https://dre.pt</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Gama, F., João, R. D., &amp; Gomes De Almeida, C. (2024). SOBRECARGA NOS SERVIÇOS DE URGÊNCIA: UM DETERMINANTE SIGNIFICATIVO DAS INFEÇÕES ASSOCIADAS AOS CUIDADOS DE SAÚDE. <em>Millenium &#8211; Journal of Education, Technologies, and Health</em>. <a href="https://doi.org/10.29352/mill0217e.37916"></a><a href="https://doi.org/10.29352/mill0217e.37916" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://doi.org/10.29352/mill0217e.37916</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Ghoul, I., Abdullah, A., Awwad, F. <em>et al.</em> Safety huddle in healthcare settings: a concept analysis. <em>BMC Health Serv Res</em> 25, 393 (2025). <a href="https://doi.org/10.1186/s12913-025-12526-x"></a><a href="https://doi.org/10.1186/s12913-025-12526-x" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://doi.org/10.1186/s12913-025-12526-x</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Moraes, M., Almeida, Í., &amp; Carvalho, R. (2024). Avaliação da cultura de segurança do paciente antes e depois da implementação do huddle de segurança. Revista da Escola de Enfermagem da U.S.P., 57, e20230270. <a href="https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2023-0270en"></a><a href="https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2023-0270en" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2023-0270en</a></p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/opiniao/safety-huddle-uma-estrategia-de-gestao-e-seguranca-para-a-enfermagem-no-servico-de-urgencia/">Safety Huddle: Uma estratégia de gestão e segurança para a Enfermagem no Serviço de Urgência</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Enfermeiros reúnem-se na IV Convenção Internacional</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/enfermeiros-reunem-se-na-iv-convencao-internacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 11:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalenfermeiro.pt/?p=216073</guid>

					<description><![CDATA[<p>É já nos próximos dias 4, 5 e 6 de dezembro que o Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, vai receber a IV Convenção Internacional dos Enfermeiros e o II Encontro de Enfermeiros Gestores, sob o mote “Liderar com Valor, Cuidar com Excelência”. O evento irá reunir profissionais, investigadores e especialistas da área para partilha [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/enfermeiros-reunem-se-na-iv-convencao-internacional/">Enfermeiros reúnem-se na IV Convenção Internacional</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">É já nos próximos dias 4, 5 e 6 de dezembro que o Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, vai receber a IV Convenção Internacional dos Enfermeiros e o II Encontro de Enfermeiros Gestores, sob o mote “Liderar com Valor, Cuidar com Excelência”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento irá reunir profissionais, investigadores e especialistas da área para partilha de boas práticas e debate dos desafios da profissão. Entre eles, constam: Ana Paula Martins (ministra da Saúde), Correia de Campos (antigo ministro da Saúde), Francisco Rocha Gonçalves (secretário de Estado da Gestão da Saúde), Luís Cabral (presidente do INEM), Álvaro Almeida (diretor executivo do SNS), Rita Sá Machado (diretora-geral da Saúde) e Xavier Barreto (presidente da APAH)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ordem dos Enfermeiros visa, assim, reforçar o compromisso com a valorização da investigação e a promoção de práticas baseadas na evidência, incentivando a participação ativa de profissionais e estudantes no desenvolvimento da Enfermagem em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais <a href="https://www.ordemenfermeiros.pt/iv-convencao-internacional-dos-enfermeiros-e-ii-encontro-de-enfermeiros-gestores/">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/enfermeiros-reunem-se-na-iv-convencao-internacional/">Enfermeiros reúnem-se na IV Convenção Internacional</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>APF Algarve recruta enfermeiro</title>
		<link>https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/apf-algarve-recruta-enfermeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 11:08:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalenfermeiro.pt/?p=216069</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Associação para o Planeamento da Família (APF) Algarve procura um enfermeiro para integrar o projeto AAM – Risco 0, na sua delegação de Faro. O trabalho, em regime de part-time, será em equipa multidisciplinar, na área da saúde sexual reprodutiva. Os profissionais interessados deverão ter disponibilidade imediata e enviar o curriculum para o email [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/apf-algarve-recruta-enfermeiro/">APF Algarve recruta enfermeiro</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Associação para o Planeamento da Família (APF) Algarve procura um enfermeiro para integrar o projeto AAM – Risco 0, na sua delegação de Faro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho, em regime de<em> part-time</em>, será em equipa multidisciplinar, na área da saúde sexual reprodutiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os profissionais interessados deverão ter disponibilidade imediata e enviar o <em>curriculum</em> para o email <a href="mailto:apfalgarve@apf.pt.">apfalgarve@apf.pt.</a></p>
<p>The post <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt/atualidade/apf-algarve-recruta-enfermeiro/">APF Algarve recruta enfermeiro</a> appeared first on <a href="https://www.jornalenfermeiro.pt">Jornal Enfermeiro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
