Atualidade

Curso sobre realização de imobilizações com gesso volta ao Hospital CUF Descobertas

19 Abr. 2021

“Um dia na sala de gessos” é o tema do curso teórico-prático organizado pela CUF Academic and Research Medical Center, a 8 de maio, no Hospital CUF Descobertas em Lisboa. Depois de várias edições, “o balanço é extraordinariamente positivo, pois não existe no nosso país formação específica nesta área e estes conhecimentos são fundamentais para todos os que tratam fraturas”, sublinha o coordenador do Serviço de Ortopedia do Hospital CUF Descobertas e impulsionador destas ações, Jorge Mineiro.

Dirigido a internos de ortopedia, enfermeiros e estudantes de medicina e de enfermagem, o curso inclui sessões práticas, além de sessões sobre os princípios e as complicações das imobilizações gessadas e os materiais de imobilização.

“O que se pretende com este curso é ensinar os princípios básicos da confeção de imobilizações, alertar para as suas complicações mais frequentes e dar oportunidade aos alunos para treinarem várias técnicas de imobilização”, frisa um dos formadores, o ortopedista Mário Vale.

Sublinha ainda que “a realização de imobilizações com gesso é uma das práticas mais frequentes no contexto da Ortopedia e Traumatologia” e, portanto, “a ideia do curso surge da constatação de que cada vez menos se ensina a técnica de aplicação de imobilizações e de que tanto os enfermeiros como os médicos internos da especialidade de ortopedia vão aprendendo sozinhos e à custa da tentativa/erro.

“A nossa equipa de enfermagem desafiou-nos a realizar um curso que preenchesse essa lacuna de formação”, reitera.

Com a sessão "Princípios das imobilizações gessadas" a seu cargo, esclarece que “a principal dificuldade é o correto manuseamento e preparação dos diferentes materiais disponíveis para imobilizações”

“Um gesso é utilizado com o objetivo de imobilizar um membro que tem uma lesão osteoarticular, mas se não for colocado corretamente pode ser uma fonte de complicações e agravamento da dor”, explica Jorge Mineiro.

No que diz respeito à importância de se incorporar a esfera da medicina e a de enfermagem no mesmo curso elucida que “na ortopedia e traumatologia, o trabalho em equipa é fundamental para o bem-estar do doente e a complementaridade dos elementos médicos e de enfermagem é uma marca da unidade”.

Para Jorge Mineiro, “é fundamental capacitar os profissionais para dar resposta a esta necessidade”. “A especialidade designa-se ortopedia e traumatologia, e da traumatologia faz parte tratar as fraturas - umas cirurgicamente e outras sem operar (conservadoramente) - mas para isso os profissionais, médicos e enfermeiros, têm que ser ensinados e treinados. Na minha geração em Portugal e fora existiam técnicos de gessos ou enfermeiros de sala de gessos que confecionavam os gessos a nosso pedido”.

Devido ao “crescente interesse pelo curso”, para esta edição, a equipa de formadores foi reforçada, de modo a que consigam dar “a melhor resposta possível” ao número de alunos esperado.

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