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Razão vs Emoção: A importância de dotar os enfermeiros de ferramentas práticas

sexta, 16 outubro 2020 07:35

“Razão vs Emoção – A Procura do Equilíbrio” foi o tema do Workshop Virtual para Enfermeiros, organizado pela Sanofi Genzyme, e que decorreu no dia 26 de setembro em formato exclusivamente online. O evento desdobrou-se em duas sessões, uma focada nas doenças raras e outra na esclerose múltipla, com a sessão de abertura a ser protagonizada pela Medical Lead da Unidade de Cuidados Especializados da Sanofi, Filipa Lupi, que partilhou os últimos desenvolvimentos em matéria de investigação científica e clínica, quer no contexto daquelas patologias, quer no âmbito da Covid-19.

Filipa Lupi 2A original f1c21Neste que é o Ano Internacional do Enfermeiro, assim estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a Sanofi Genzyme pretendeu “enaltecer o trabalho diário dos enfermeiros, fornecendo-lhe algumas ferramentas práticas, através dos testemunhos de médicos e enfermeiros especialistas nestas patologias”.

Foi precisamente o que a Medical Lead na Sanofi Genzyme enfatizou nas palavras iniciais do evento, explicando a necessidade da sua realização tendo em conta que “o enfermeiro é aquele que garante que vai haver um equilíbrio entre a razão e a emoção e vai organizar a tríade composta pelo doente, pelo médico e pelo enfermeiro”, e acrescentando que “é o enfermeiro que ajuda a traduzir e a integrar a emoção na vida do doente”.

A Sanofi Genzyme tem atualmente 25 tratamentos aprovados a nível mundial, relacionados com o tratamento de doenças, como das áreas de doenças raras, incluindo doenças raras hematológicas, esclerose múltipla e outras doenças com uma forte componente imunitária, assim como doenças oncológicas.

“Em 2018, a Sanofi investiu aproximadamente cinco mil milhões de euros em investigação e desenvolvimento e, desta verba, uma parte significativa foi dedicada à investigação e desenvolvimento de medicamentos próprios para os cuidados especializados”, especificou.

Nos últimos meses, a farmacêutica tem estado focada no desenvolvimento de um potencial tratamento da Covid-19, e ainda na prevenção com a produção de duas vacinas, garantindo, ao mesmo tempo, que a restante produção não fosse interrompida e que o abastecimento fosse feito de forma correta.

A propósito, Filipa Lupi anunciou que, atualmente, a empresa se encontra em duas colaborações no desenvolvimento de vacinas, no combate ao SARS-CoV-2.

“Estamos a colaborar com a GlaxoSmithKline [na produção de uma vacina]. A nossa colaboração foca-se no adjuvante AS03. Este é o mesmo adjuvante usado na vacina da Gripe A (H1N1). […] A vacina em desenvolvimento vai conferir uma memória imunitária e vai potenciar a ação do nosso sistema imunitário. Por isso acreditamos que temos aqui um candidato muito forte para a vacina da Covid-19”, afirmou.

“Estamos a trabalhar de perto com as autoridades regulamentares e, em particular, com a unidade de investigação de Biomédica e as autoridades de desenvolvimento biomédico dos Estados Unidos, a BARDA”, acrescentou a Medical Lead, que acredita que esta vacina esteja pronta no primeiro semestre de 2021.

A segunda potencial vacina está a ser investigada em colaboração com a Translate Bio, com a qual a Sanofi Genzyme tem já estreitas relações. Espera-se que a vacina venha a estar disponível no segundo semestre de 2021.

“Esta é uma vacina que utiliza uma tecnologia à base do RNA mensageiro. O que vamos fazer é introduzir no organismo cópias de RNA mensageiro que levarão à produção de proteínas virais, sem haver a duplicação do vírus e, portanto, a infeção do hospedeiro”, afirmou a Medical Lead responsável.
Relativamente ao tema do workshop, a empresa apresentou duas moléculas “promissoras no tratamento das doenças em tema”.

A primeira denomina-se Venglustat e, nas palavras de Filipa Lupi, “é uma pequena molécula de administração oral, que é, na verdade, um inibidor da gluscosilceramida sintetase. E que tem a particularidade de atravessar a barreira hemato-encefálica. O Venglustat vai diminuir a síntese da glucosilceramida, ou GL-1 como é conhecido, que é uma unidade de outros glicoesfingolípidos de estrutura bem mais complexa. O Venglustat atua na inibição da glucosilceramida sintetase e vai impedir que a ceramida e a glucose se unam para produzir a glucosilceramida”.

Antecipa-se – disse – “que o Venglustat possa ter uma ação mais abrangente do que só nestas duas doenças e que tenha efeito terapêutico em patologias como a doença do rim policístico e doença de Parkinson associada a mutação do gene GBA [Parkinson]”.

A Sanofi Genzyme está a desenvolver ainda outra molécula que está em ensaios clínicos de fase III em vários hospitais portugueses, para perceber o seu efeito no tratamento da esclerose múltipla.

“Esta molécula tem a capacidade de inibir de forma seletiva e reversível a enzima BTK, tendo uma característica que a torna muito inovadora: é uma molécula que atravessa eficazmente a barreira hemato-encefálica. E, como tal, vai atuar não só a nível periférico, como também a nível central, destacando-se o seu papel na microglia residente”.

“Estamos com uma grande expectativa para saber qual o benefício desta molécula para os doentes com formas com surtos ou com formas progressivas, mas os resultados da fase II já nos sugerem que vai conferir um benefício muito promissor no tratamento da esclerose múltipla”, concluiu Filipa Lupi.

A Sanofi Genzyme foi criada em 1981, então como Genzyme, e foi, à data, pioneira no tratamento de doenças raras. Hoje em dia é a unidade global de negócio de cuidados especializados do grupo Sanofi.

 

MAT-PT-2001011-1.0 – Outubro de 2020