Atualidade

Adesão à greve atinge 100% nos hospitais

31 Mar. 2015

Salas de espera de centros de saúde e hospitais de norte a sul do país “às moscas”, cirurgias e consultas programadas adiadas, marcam o cenário do dia de greve decretado pela Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública. Os cortes salariais, o aumento do horário semanal das 35 para as 40 horas, a colocação de trabalhadores no regime de requalificação, o congelamento das carreiras e a falta de negociação no sector são as principais razões apresentadas pelos sindicatos.

Entre os enfermeiros, os números rondarão os 80%, atingindo os 100% em algumas unidades dos cuidados primários e secundários.

Um contratempo para os utentes, minorado pela desmarcação atempada de consultas programadas por parte dos responsáveis das instituições afectadas pela greve.

A Frente Comum registou níveis de adesão de 100% nos hospitais de todo o país, onde estão a ser cumpridos apenas os serviços mínimos. De acordo com a Lusa, em Lisboa, foram registados níveis de adesão à greve de 100% na Maternidade Alfredo da Costa, no Instituto de Medicina Legal, Hospital São Francisco Xavier, Hospital de São José e Hospital de Santa Maria (urgências pediatria e Bloco de urgências) e de 90% no Hospital de Seia, Hospital de Tondela, Hospital de Viseu, Hospital dos Covões (Coimbra), Hospital de Aveiro, IPO de Coimbra e Hospitais da Universidade de Coimbra. O Hospital Amadora-Sintra registou uma adesão de 100%, o Hospital D. Estefânia 98%, Hospital dos Capuchos 87%, em Lisboa, declarou aos jornalistas Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, confederação que se associou aos sindicatos da UGT na jornada de luta de hoje. A última greve da função pública que juntou sindicatos da CGTP e da UGT foi em Novembro de 2013, mas, de então para cá, os sindicatos notam que as razões para protestar ganharam expressão e novas dimensões.

Os serviços mínimos estão a ser escrupulosamente garantidos, “como sempre aconteceu”, afirmou aos jornalistas Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

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