Atualidade

Ordem revela que mais de mil enfermeiros pediram para emigrar em ano de pandemia

19 Jan. 2021

Num ano marcado pela pandemia, mais de mil enfermeiros pediram à Ordem dos Enfermeiros a declaração para exercer a profissão no estrangeiro. Até ao dia 31 de dezembro de 2020, cerca de 1230 enfermeiros tinham solicitado a declaração, um número que, para a entidade, não passou despercebido por se tratar de um ano em que não houve desemprego na área em Portugal.

“Este é um número muito preocupante, que mostra que alguma coisa tem que mudar rapidamente em Portugal, ou corremos o risco de, muito em breve, não haver enfermeiros disponíveis, alertou a Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, acrescentado que “em março, a OMS alertou os países para encontrarem mecanismos de fixação de enfermeiros e Portugal não o fez”.

“Tornámo-nos no país que importa ventiladores e exporta enfermeiros”, finalizou.

Estes enfermeiros vão juntar-se aos mais de 20 mil que já emigraram e que, de acordo com a entidade, apesar de quererem regressar a Portugal, não o têm feito devido aos vínculos precários. Em causa, estão os contratos de quatro meses oferecidos, desde o início da pandemia.

Numa altura em que a Europa se vê novamente confrontada com uma situação de “caos” devido à pandemia, a Ordem refere que o Governo deve repensar a forma de contratação dos enfermeiros e encontrar mecanismos de fixação em Portugal.

Espanha tornou-se um dos principais destinos de enfermeiros portugueses, com 148 pedidos de certificados, ultrapassando o Reino Unido e a Suíça. Por parte da Bélgica e da Alemanha tem existido um aumento de pedidos de recrutamento, com propostas mais frequentes e vantajosas para os enfermeiros.

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