Enfermeiros do hospital de Évora suspendem protesto contra discriminação

quarta, 20 janeiro 2016 17:33

Os enfermeiros do hospital de Évora decidiram hoje, em plenário, suspender as ações de protesto agendadas contra a alegada discriminação salarial no seio da classe, depois de a administração hospitalar ter aprovado a atualização dos vencimentos.

O coordenador do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) no Alentejo, Edgar Santos, disse à agência Lusa que os profissionais do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) “suspenderam a vigília”, iniciada hoje e prevista durar até sexta-feira.

“A decisão foi de suspender a vigília e a desconvocação da greve [agendada para 2 a 4 de fevereiro] só está pendente da notificação por escrito da decisão” do concelho de administração do HESE, “que reúne na quinta-feira”.

Quando esse ofício chegar ao SEP, “a greve vai ser desconvocada”, acrescentou o dirigente sindical, referindo-se ao resultado do plenário de enfermeiros, realizado hoje.

As ações de protesto englobavam os enfermeiros do HESE com contrato individual de trabalho e com carga horária de 35 horas, os quais alegavam estar a ser “prejudicados e discriminados” salarialmente, face aos colegas com idêntico vínculo, mas com 40 horas laborais/semana.

Em causa, de acordo com o SEP, estava o Instrumento de Regulamentação Coletiva de Trabalho, assinado em setembro, para “repor o vencimento dos enfermeiros com contrato individual de trabalho ao mesmo nível do dos enfermeiros com vínculo público”.

O HESE, criticou o sindicato, só estava a aplicar este acordo aos enfermeiros “que estavam a fazer 40 horas semanais”, não aos das 35 horas, que são “cerca de 80”.

Na terça-feira, depois de divulgada publicamente a vigília e a greve, o HESE anunciou ter decidido proceder à atualização salarial destes enfermeiros.

A reposição salarial vai acontecer “em fevereiro, com efeitos retroativos a 1 de outubro”, revelou a administração hospitalar, em comunicado enviado à Lusa.

O sindicalista Edgar Santos, também na terça-feira, reconheceu à Lusa que “era isto” que os enfermeiros “pretendiam”.

Lusa