Hospital de Évora vai atualizar salários de enfermeiros com carga de 35 horas

quarta, 20 janeiro 2016 10:18

O Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) anunciou ontem ao final do dia que vai proceder, em fevereiro e com efeitos retroativos, à atualização salarial dos enfermeiros com contrato individual de trabalho e carga horária de 35 horas.

A decisão do HESE, divulgada à agência Lusa ao final da tarde, surge após o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciar uma vigília de seis dias e uma greve de três de enfermeiros daquela unidade.

A vigília vai arrancar na quarta-feira, às 8 horas, e estava previsto que se repetisse na quinta e na sexta-feira e, em simultâneo com uma greve, entre os dias 2 e 4 de fevereiro.

Contudo, perante a decisão do HESE, os enfermeiros vão reunir em plenário às 10 horas de quarta-feira, para “decidir se suspendem” o protesto, disse à Lusa o coordenador do SEP no Alentejo, Edgar Santos.

No comunicado enviado à Lusa, o conselho de administração do Hospital de Évora revelou ter decidido “realizar a atualização salarial” dos enfermeiros com “contratos individuais de trabalho com a carga horária de 35 horas”.

A reposição salarial vai acontecer “em fevereiro, com efeitos retroativos a 1 de outubro”, acrescentou.

O sindicalista Edgar Santos, que também teve conhecimento dessa decisão, reconheceu que “era isto” que os enfermeiros “pretendiam”.

O protesto, tinha explicado anteriormente à Lusa o sindicalista, devia-se ao facto de os enfermeiros com 35 horas laborais se sentirem “prejudicados e discriminados” face aos colegas que, também com contratos individuais de trabalho, têm carga horária de 40 horas.

Na base deste diferendo estava o Instrumento de Regulamentação Coletiva de Trabalho, assinado em setembro, para “repor o vencimento dos enfermeiros com contrato individual de trabalho ao mesmo nível do dos enfermeiros com vínculo público”, “porque os primeiros “ganhavam menos” do que os segundos, disse.

Segundo o SEP, o HESE só estava a aplicar este acordo aos enfermeiros “que estavam a fazer 40 horas semanais”, não aos das 35 horas, que são “cerca de 80”.

Agora, após a comunicação do HESE de proceder à atualização salarial, “os enfermeiros é que têm de reunir em plenário e tomar a decisão, na quarta-feira”, referiu o coordenador do SEP.

Lusa/Jornal Enfermeiro