Cláudia Costa explicou que, devido à crise, tem havido um “decréscimo drástico dos donativos por parte das empresas e da população em geral”, que colocou em risco o futuro da associação.
“Neste momento temos um saldo negativo de 24 mil euros, o que levará, em dezembro, a fechar as portas e todos os doentes que temos, e familiares, vão deixar de receber apoio totalmente gratuito”, disse a responsável.
Para impedir esta situação, “precisamos de apoio urgente”, disse a responsável, lembrando que a instituição sobrevive exclusivamente de donativos, apelando à ajuda de todos, pessoas e empresas, através de um donativo solidário: Se um quarto da população se juntasse e cada um doasse um euro já chegava para manter as portas abertas.
Os donativos podem ser depositados nos balcões do Montepio, ou enviados através do Multibanco, por transferência.
Há 16 anos que a União Humanitária dos Doentes Com Cancro apoia doentes oncológicos, especialmente de famílias carenciadas, que precisam deste apoio.
Para sobreviver, a UHDC tem realizado festas solidárias e contado com a corrida Vencer o Cancro, “que é uma mais-valia”, e com “algumas empresas que vão dando algum donativo”.
A UHDC foi pioneira em Portugal na criação de quatro diferentes tipos de apoio a doentes com cancro: consultas gratuitas de Apoio Médico e de Psico-oncologia, Linha Contra o Cancro e Núcleo de Apoio ao Doente Oncológico.
“Não podemos fechar assim”, principalmente numa altura em que o número de doentes oncológicos está a aumentar, o que se repercute no número de pacientes, familiares e amigos que procuram a instituição, sublinhou Cláudia Costa.
O cancro é a segunda causa de morte em Portugal e a primeira no grupo etário entre os 35 e os 64 anos, estimando-se que as taxas podem aumentar cerca de 20 por cento, até 2020.
Lusa




