SEP vai propor soluções para o "caos" do Hospital de Faro

quinta, 11 janeiro 2018 12:41

Nos últimos dias, enfermeiros de diversos hospitais do país têm relatado situações de "caos" nas urgências, dada a elevada procura dos serviços nesta época do ano, principalmente por causa da gripe. O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) reuniu com os profissionais do Hospital de Faro e propõe-se a apresentar algumas soluções para os problemas daquela unidade.

Os hospitais de Guimarães e de Leiria também foram visados nas denúncias dos últimos dias, com os profissionais de enfermagem a referirem falta de condições, mas foi a situação nas urgências do Hospital de Faro a primeira a ser noticiada. O SEP Algarve reuniu com os enfermeiros da urgência algarvia, esta quarta-feira, "para fazer a análise das causas que estão na base das dificuldades sentidas e construir propostas de solução".

A estrutura sindical vai, agora, elaborar um documento para apresentar ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve, com um pedido de reunião. Está também em cima da mesa "a possibilidade de ser elaborado um debate envolvendo todos os parceiros, incluindo as autarquias com o objetivo de poderem vir a ser decididas as necessárias respostas integradas", refere o SEP em comunicado.

O sindicato salienta que, no final do ano passado, reivindicou a admissão de 1.800 enfermeiros e contratos de substituição para licenças/ausências de longa duração, propostas que foram consideradas "adequadas" pelo Conselho de Administração. Apesar de já terem sido solicitados os contratos de substituição e a contratação de 96 profissionais, que estão em processo de autorização, o SEP não percebe porque não houve um reforço para o pico de gripe.

"Consideramos inaceitável que não tenham sido autorizados enfermeiros para fazer face ao aumento da afluência de doentes ao hospital, ao abrigo da contingência da gripe, obrigando à mobilidade interna destes profissionais, colocando em causa o regular funcionamento dos restantes serviços", frisa, exigindo "que o Ministério das Finanças autorize rapidamente o número de contratos já propostos e que o Conselho de Administração venha a propor um plano de admissão ao Ministério da Saúde de mais 308 enfermeiro".