Escola portuguesa lidera projeto inovador para prevenção de infeções

segunda, 13 novembro 2017 10:54

A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) lidera um projeto que visa a implementação de tecnologias "inovadoras" na prática clínica dos enfermeiros com o objetivo de prevenir infeções associadas ao uso do cateter venoso periférico. Trata-se de um projeto cofinanciado por fundos europeus, que contará também com a participação de alunos da ESEnfC.

O projeto "TecPrevInf - Transferência de inovação tecnológica para as práticas dos enfermeiros: contributos para a prevenção de infeções" resulta de uma parceria entre a escola de Enfermagem de Coimbra, a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC/IPC), o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e a Associação Portuguesa de Acessos Vasculares (APoAVa) e junta as áreas da Enfermagem e da Microbiologia aos contextos da prática clínica. O objetivo - avança a ESEnfC em comunicado - é fazer com que algumas tecnologias disponíveis no mercado, como equipamentos que recorrem ao ultrassom, luz quase-infravermelha ou cateteres venosos centrais de inserção periférica, passem a ser utilizados pelos enfermeiros.

Segundo Anabela Salgueiro, responsável pelo projeto (ao centro na foto), "estas tecnologias contribuirão para diminuir a necessidade de um maior número de punções e, por conseguinte, de algumas complicações associadas, como a dor e o risco de infeção". Além disso, o projeto TecPrevInf vai permitir "melhorar as competências dos profissionais, relacionadas com o uso destas tecnologias, e aumentar a satisfação profissional, ao facilitar uma prestação de cuidados de maior qualidade".

O TecPrevInf tem a duração de 18 meses, terminando o período de execução em abril de 2019. Além dos investigadores das escolas envolvidas e de alunos da ESEnfC, o projeto vai também contar com dois bolseiros em dedicação exclusiva, contratação só possível graças ao apoio internacional, que facilitará igualmente a aquisição de equipamentos e de algumas tecnologias. O projeto é cofinanciado pelo Centro 2020, no âmbito do Sistema de Apoio à Investigação Científica e Tecnológica, com um incentivo do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional de cerca de 120 mil euros, para um investimento global de mais de 148 mil euros.