Em declarações à Lusa, e citado pela Renascença, esta quarta-feira, Miguel Guimarães disse que a situação que se vive nos blocos de parto, como consequência do protesto dos EESMO, está à beira de se tornar insustentável: os médicos têm feito um "enorme esforço" para assegurar os partos, mas "estão no limite".
O responsável referiu ainda que já chegaram à Ordem relatos de "vários hospitais em que há conflitos entre médicos e enfermeiros" e que o colégio de especialidade de ginecologia e obstetrícia está a "considerar seriamente" reformular as equipas, aumentando o número de médicos.
Apesar disso, há hospitais a funcionar dentro da normalidade e as grávidas "têm de continuar a confiar no Serviço Nacional de Saúde", disse Miguel Guimarães.
O protesto dos EESMO, que se recusam a realizar tarefas especializadas para as quais não são pagos, decorreu durante todo o mês de julho, tendo, depois, sido interrompido para negociações com o Governo. A 24 de agosto, sem a respostas esperada, os enfermeiros voltaram ao protesto.




