O alerta foi dado pela Ordem dos Enfermeiros (OE), que afirma ter recebido "notificações de mais de uma dezenas de serviços de todo o país a informarem que os enfermeiros especialistas vão deixar de exercer as suas competências de especialidade, a partir de 3 de julho".
"Esta tomada de posição já é um movimento de âmbito nacional, que atinge diferentes especialidades e que conta com o apoio total da Ordem, que é a única entidade que atribui o título de especialista", salienta a bastonária Ana Rita Cavaco, que lamenta ainda não ter tido qualquer reação por parte do Governo à ameaça de boicote, o que pode levar a que "dentro de algumas semanas fechem serviços nos hospitais de norte a sul". A responsável acredita que o assunto já não está nas mãos do ministro da Saúde e que só o Governo poderá resolver esta situação.
Segundo noticia, a OE recebeu notificações de enfermeiros especialistas em saúde infantil e pediátrica, reabilitação, médico-cirúrgica e materno obstétrica do ACES do Cávado III/Barcelos/Esposende, CH Baixo Vouga, ULS Castelo Branco, CH Lisboa Central, ULS Norte Alentejano, ULS Baixo Alentejo, CH Médio Tejo, Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), Hospital do Espírito Santo (Évora) e Hospital Sra. da Oliveira (Guimarães).
A bastonária lembra que "ainda está por cumprir o compromisso assumido pessoalmente pelo Ministro da Saúde para a criação de um regime de exceção para a saúde deixar de depender das Finanças as autorizações de contratações e substituições de enfermeiros do SNS, o que continua a provocar o encerramento de camas por todo o país".




