A acusação foi feita recentemente, em declarações à Lusa, onde, além da sobrecarga horária, o sindicalistas referiu constrangimentos em marcar folgas e férias.
O hospital enviou à Lusa uma resposta escrita onde nega as acusações, assegurando que os horários estão dentro da lei. Admite, no entanto, exceções em "casos pontuais": "Os horários de trabalho são ajustados às regras legais, só existindo exceções a pedido dos próprios e em situações devidamente fundamentadas".
Quanto às férias, a unidade hospitalar afirma que a marcação das mesmas "compete à entidade patronal" e que "na prática, a regra da instituição é que estas sejam repartidas em três períodos". Mas acrescenta que "tal não é impeditivo que, em situações pontuais, por interesse do trabalhador e não prejudicando os serviços, estes períodos sejam alterados".
Na nota enviada à Lusa, a administração do hospital vila-franquense sublinha ainda o facto de "nos últimos três anos ter aumentado o seu quadro com a contratação de mais 80 enfermeiros" - o que representa "um crescimento de 24%" - e que "as dotações são feitas para uma taxa de ocupação de 100% dos serviços, podendo acontecer a alocação de enfermeiros a serviços onde haja necessidade excecional. As competências dos enfermeiros são sempre avaliadas e a segurança do doente assegurada".




