Em declarações ao JN, o presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), José Carlos Martins, disse que as contas foram chumbadas porque "houve dúvidas colocadas durante a Assembleia que não foram devidamente esclarecidas", nomeadamente, questões sobre "despesas de pessoal e despesas com dirigentes da Ordem".
Apesar dos estatutos não obrigarem à convocação de nova Assembleia, a bastonária Ana Rita Cavaco pretende fazê-lo, sem que haja, para já, data definida. A bastonária avança, no entanto, ao JN, que as contas não serão reformuladas, porque "foram reprovadas, sem terem sido discutidas", pelos "elementos do sindicato que não perdoam ter perdido o lugar que ocuparam na Ordem durante 18 anos".
De acordo com o jornal, após a Assembleia, o dirigente do SEP falou de um "ambiente tenso" e de uma "mancha" que "coloca em causa os atuais corpos sociais da Ordem". Por outro lado, Ana Rita Cavaco, falou de "uma mama que foi retirada" a pessoas que "acumularam cargos entre o sindicato e a Ordem, durante anos".
A bastonária recorda que também o anterior relatório de contas - da anterior direção - não foi aprovado e afirma que, no passado, não faltaram "trafulhices": "Chegaram a ir 50 pessoas à Austrália e a Ordem a pagar".
O Ministério Público está a investigar suspeitas de falsificação de documentos, peculato e abuso de poder na OE, tendo a Polícia Judiciária efetuado buscas nas suas instalações, há cerca de um mês.




