"De acordo com os nossos cálculos, a região está, neste momento, com uma carência de 291 enfermeiros. Estes números justificam-se essencialmente pela aplicação da norma de cálculo da dotação segura de enfermeiros e é para um número ótimo de enfermeiros na região", afirma Luís Furtado.
Segundo o responsável da SRA, as maiores carências sentem-se nos cuidados de saúde primários e variam de ilha para ilha, sendo a situação maior preocupante a da ilha de Santa Maria. "Há ilhas mais carenciadas do que outras. Nos cuidados de saúde primários estamos a falar de uma carência de 33% aproximadamente, nos cuidados hospitalares à volta dos 11%", revela Luís Furtado, que defende que a dotação de enfermeiros deve ser feita de forma progressiva.
"Se for um processo progressivo ao longo dos próximos dois, três anos, naturalmente que com a drenagem de enfermeiros das escolas de enfermagem da região, juntamente com aqueles que estão atualmente no desemprego ou em condições precárias, teremos certamente mão de obra necessária para guarnecer o nosso Serviço Regional de Saúde", sublinha.
O levantamento da necessidade de enfermeiros foi solicitado pela tutela na anterior legislatura, em 2015, mas só agora o processo foi concluído. O secretário regional da Saúde comprometeu-se agora a analisar os números entregues pela SRA e dar prioridades às situações mais urgentes. Rui Luís acredita que a carência de enfermeiros nos Açores será resolvida num prazo de quatro a cinco anos e que passa também por "uma melhor organização do Serviço Regional de Saúde", que o torne mais eficiente.




