Os enfermeiros do ACES de Lisboa Norte pararam ontem, dia 16 de março, e vão voltar a fazê-lo todos os fins de semana e feriados nos próximos dois meses, exigindo que sejam feitas novas contratações para os centros de saúde da capital.
"A carência de enfermeiros é evidente. Existem 352 mil utentes inscritos para um total de 126 enfermeiros. São necessários, pelo menos, mais 90 para dar resposta às necessidades dos utentes", afirma o SEP, alertando que "recorrer à imposição de trabalho extraordinário não é solução".
O sindicato avançou ainda que, segundo a direção executiva do ACES, estão perspetivadas 12 vagas para o próximo concurso e está a ser negada, pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a possibilidade "de mobilidade/cedência de interesse público".
"É da responsabilidade da ARS e do Ministério da Saúde encontrarem as soluções que permitam aos enfermeiros do ACES Lisboa Norte prestar a totalidade dos cuidados de enfermagem aos utentes e o desenvolvimento dos programas de saúde", acrescenta.
O ACES Lisboa Norte abrange, entre outras, as unidades de Alvalade, Benfica, Boavista, Carnide, Luz, Lumiar, Charneca e Sete Rios. Além da greve de Lisboa, programada para os próximos dois meses, foi também anunciada uma paralisação nacional de 40 horas nos dias 30 e 31 de março.




