Enfermeiros de Olhão alertam para falta de segurança

segunda, 20 fevereiro 2017 10:52

Depois de dois enfermeiros e um médico terem sido agredidos por utentes da Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências, em Olhão, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) veio exigir um reforço de segurança naquela unidade.

Segundo Nuno Manjua, do SEP, em 2016 foram registados dois casos de violência naquele serviço que trata pessoas com dependência de drogas e álcool. Numa das ocasiões "uma enfermeira até ficou com um corte no lábio após agressões na face", revela em declarações ao CM.

Apesar do espaço ter segurança entre as 00h00 e as 08h00, esta não é suficiente para um serviço que está aberto 24 horas. Trata-se de uma situação "grave", que o sindicalista espera ver resolvida em breve. No entanto - avança - "a Administração Regional de Saúde do Algarve disse que haveria um reforço de segurança de mais oito horas em janeiro e ainda nada aconteceu".

A violência contra profissionais de saúde tem vindo a aumentar nos últimos anos, sendo os enfermeiros os principais alvos. Em 2015 a Direção-Geral da Saúde recebeu 582 notificações de violência, 309 das quais foram apresentadas por profissionais de enfermagem.