Na reportagem transmitida domingo passado, Graça Machado e José Lopes - ambos com um processo disciplinar a decorrer, instaurado por Ana Rita Cavaco - falaram de "milhares de euros que todos os meses se somam a ordenados e que são apresentados em despesas" e de "abusos e irregularidades na utilização dos cartões de débito, nas despesas de deslocação, alimentação e habitação dos membros do conselho diretivo".
A OE comunicou agora a intenção de avançar com "procedimentos judiciais" contra o canal de televisão, por este não lhe ter dado oportunidade de prestar esclarecimentos sobre o assunto.
"A bastonária não foi ouvida a propósito dos factos apresentados na referida reportagem, apesar de ter mostrado total disponibilidade para ser entrevistada, prestar todos os esclarecimentos e apresentar os respetivos documentos à TVI, a partir de 16 de fevereiro próximo, dado, até lá, encontrar-se ausente do país", começa por escrever a OE em comunicado.
Acrescenta ainda que "em momento algum a OE, enquanto instituição, foi questionada sobre os supostos factos, documentos e eventos descritos na reportagem", que "ou são falsos, ou estão deturpados ou das suas características e circunstâncias não é possível retirar as conclusões que deles se extraíram na identificada peça jornalística".
"Em todo o caso, a OE não estranha as calúnias agora publicadas, sobretudo depois de ter sido denunciado pela sua bastonária, ainda como enfermeira, o negócio do sangue, anunciado um processo contra o Estado por discriminação nos contratos dos enfermeiros, e de ter questionado as empresas que ganham dinheiro como intermediárias na cedência temporária de enfermeiros ou enfrentado os poderes instalados nas administrações hospitalares", afirma a instituição.
De qualquer forma - diz ainda - "irá solicitar, de novo, audiências ao Tribunal de Contas e à Autoridade Tributária, com vista ao esclarecimento cabal da legalidade dos procedimentos internos da instituição".




