Segundo noticiou o DN, a Graça Machado - amiga de longa data de Ana Rita Cavaco - "são imputados factos como acumulação ilegal de ordenados (da OE e da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo), despesas sem justificação e uma «cunha» (para o filho), enquanto José Lopes é acusado de ter alterado o sistema informático que controla as horas de trabalho, de não ter pago o IMI de vários imóveis propriedade da OE e de também ter metido uma «cunha»".
Em declarações ao jornal, a advogada Catarina Camões Flores, que representa os dois arguidos nos processos disciplinares, disse que as acusações são "infundadas" e que padecem de várias irregularidades, que serão entretanto investigadas.
Na sequência desses processos, a vice-presidente e o diretor financeiro da OE denunciaram este domingo, numa reportagem da TVI, um conjunto de práticas ilegais que ocorrem dentro da OE. Na reportagem fala-se de "milhares de euros que todos os meses se somam a ordenados e que são apresentados em despesas", assim como "abusos e irregularidades na utilização dos cartões de débito, nas despesas de deslocação, alimentação e habitação dos membros do conselho diretivo".
Contactada pela TVI, a Ordem, que já tinha anunciado que não iria comentar os processos em curso, veio agora comentar a denúncia, esclarecendo que "não existe acordo de compensações remuneratórias por via de despesas" e que esse mecanismo é "ilegal".




