Violência contra profissionais de saúde: enfermeiros são os que mais se queixam

segunda, 16 janeiro 2017 11:12

O número de episódios de violência contra profissionais de saúde tem vindo a aumentar. Em 2015 a Direção-Geral da Saúde (DGS) recebeu 582 notificações de violência, 309 das quais foram apresentadas por enfermeiros.

Os dados constam do relatório "Violência Contra Profissionais de Saúde - notificações on-line 2015", da DGS, que analisa as queixas reportadas ao sistema de notificações criado em 2007 e que é de uso voluntário e anónimo. Segundo o documento, o número de notificações tem aumentando grandemente nos últimos anos. Das 202 situações registadas em 2013, passou-se para 531 episódios em 2014 e mais 51 no ano seguinte (582 queixas).

Em 2015, os profissionais de sexo feminino foram os principais alvos de violência: 426 das queixas foram registadas por mulheres, 156 por profissionais do sexo masculino. Os enfermeiros surgiram como as principais vítimas (309), à semelhança do que aconteceu no ano anterior. Seguiram-se os médicos (145), assistentes técnicos (62) e assistentes operacionais (46).

Quanto aos agressores, em 292 dos casos foram homens. Foram sobretudo doentes (307), mas também familiares de doentes (129), profissionais de saúde dessa mesma unidade (109) e acompanhantes do doente (19). As principais formas de agressão notificadas passaram pela discriminação/ameaça (320), injúria (308), pressão moral (257) ou difamação (200).

A maioria dos casos aconteceu no setor público (577), principalmente em hospitais (308), centros de saúde (210) e unidades de desabituação (52).