O SEP manifestou-se na sequência de um despacho publicado em Diário da República no passado dia 11, onde foram anunciadas as regiões do país mais carenciadas a nível de médicos por especialidade, com destaque para o Centro Hospitalar do Algarve, como sendo a instituição com necessidades mais alarmantes.
O diploma, assinado pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, identifica os serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com “comprovada carência de pessoal médico, por área profissional de especialização”.
De acordo com o despacho, são 736 os especialistas em falta nos hospitais públicos do país, 51 dos quais “só” no Centro Hospitalar do Algarve.
Perante esta situação, o SEP de Faro pretende saber se “o setor da saúde apenas necessita de médicos”, questionando-se acerca da urgência de colocação de enfermeiros e da autorização de mobilidade.
O sindicato questiona a tutela acerca da data em que será publicada a “nova portaria dos concursos negociada com o SEP, que permitirá que o concurso para admissão de enfermeiros (que estava em andamento) desbloqueie”, pretendendo ainda obter uma resposta acerca do processo de admissão de enfermeiros no Algarve, à semelhança daquilo que foi feito com os médicos.
Nas palavras da direção regional de Faro do SEP, estas são “mais razões” que podem levar os enfermeiros da região algarvia a aderir à greve, que se espera ver intensificada naquela zona do país.




