Para Graça Silveira Machado, o enfermeiro tem um papel central na «alteração do paradigma da prestação de cuidados instalado, centrado na intervenção hospitalar. É hoje reconhecidamente assumida a necessidade de deslocalizar o pilar da prestação de cuidados de saúde para a intervenção comunitária, com os já identificados ganhos, quer de saúde e prevenção da doença, quer económicos».
A representante do EFNNMA vai mais longe e refere mesmo que «é ao nível das equipas prestadoras, nomeadamente de intervenção comunitária (Equipa de Cuidados Continuados Integrados), que se torna mais visível o papel absolutamente fulcral do desempenho dos enfermeiros, para a boa execução do desiderato da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI)». Através destas ECCI, os enfermeiros contribuem de forma inequívoca para a autonomia dos utentes e das suas famílias. «Estas equipas são hoje dotadas de enfermeiros maioritariamente especialistas, com formação específica e avançada, para a execução de cuidados de saúde de excelência, com actividade autónoma, capaz de adequar o nível de cuidados às necessidades do utilizador da RNCCI».
Além de Graça Silveira Machado, representante do EFNNMA, também esteve presente no evento, em representação da Ordem dos Enfermeiros, Rui Gonçalves, Presidente do Conselho de Enfermagem da Secção Regional do Centro e Vice-presidente do Conselho de Enfermagem nacional.




