A região de Lisboa e Vale do Tejo conta actualmente com apenas um terço das equipas necessárias para dar resposta às necessidades de cuidados continuados e paliativos prestados no domicílio. A denúncia é da Associação de Enfermagem em Cuidados Continuados e Paliativos (AECCP), cuja presidente, Purificação Gandra, afirmou há dias que, muito embora nos últimos anos se tenha verificado um crescimento de oferta de camas de internamento em unidades de cuidados continuados, a verdade é que de pouco serve “encher o país de camas quando as pessoas querem é estar nas suas casas a receber cuidados”.
Os resultados de um estudo do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES), do ISCTE, revelam que 49% dos portugueses têm um índice geral de literacia em Saúde baixo. Iliteracia que se manifesta, entre outras formas, na dificuldade em interpretar bulas de medicamentos, bem como em avaliar informação sobre doenças e sua prevenção, riscos para a Saúde, vantagens e desvantagens de diferentes opções de tratamento, vacinas ou recorrer a segunda opinião médica.